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Irineu Franco Perpetuo lança livro sobre história da música no Brasil (10/5/2018)

O jornalista e tradutor Irineu Franco Perpetuo lança este mês o livro História concisa da música clássica brasileira (Editora Alameda), que percorre cinco séculos de atividade musical no país em um texto saboroso, sem jargões, abertamente destinado também ao público leigo. Nessa breve entrevista, Perpetuo, colaborador da Revista CONCERTO, chama atenção para alguns aspectos que o guiaram na composição da obra.

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Leia abaixo uma conversa com o autor.

Revista CONCERTO – A partir da ideia de escrever o livro, como decidiu a forma que ele teria?
Irineu Franco Perpetuo – Eu me baseei em trabalhos pré-existentes, que foram glosados e rearranjados de acordo com meus critérios pessoais, sem pretensão científica. Li e lancei mão largamente das diversas histórias da música brasileira que existem, sem as quais meu trabalho não seria possível, e que são copiosamente citadas ao longo do texto. Porém esses livros refletem a sua época, suas escolhas, e o meu, escrito posteriormente, deveria tentar refletir a nossa. Boa parte de nossas histórias da música é filha do nacionalismo musical, a ele devem sua existência e razão de ser. Depois do nacionalismo, houve muita pesquisa específica e iluminadora sobre diversos campos de nosso fazer musical, mas escassearam os livros abrangentes e totalizantes. Meu recorte, obviamente, não é nacionalista neste sentido; apresento o nacionalismo como uma corrente forte, que foi hegemônica por certo tempo, mas está longe de ser única – muito menos nosso “destino predestinado”. Não vejo toda a história que o antecedeu como meramente precursora do nacionalismo, assim como não encaro a que se seguiu como sua continuadora, e muito menos retrato as correntes que a ele se opuseram como "desvios" ou “perversidades”.  Analogamente, sempre me incomodou o fato de algumas narrativas da nossa história musical parecerem ignorar o fato de, para o bem ou para o mal, termos sido colônia de Portugal por séculos, estando umbilicalmente ligados à tradição do além-mar. Assim, visitei a Biblioteca da Ajuda, em Lisboa, e me esforcei por traçar um breve e sumário histórico da produção musical lusa, e suas relações com a música que se fazia do lado de cá do Atlântico. Dessa forma, minha divisão em capítulos acabou saindo um pouco distinta das outras obras do gênero disponíveis.

Revista CONCERTO – Você articula, de maneira muito clara, diferentes áreas, como história, sociologia, economia, e outros campos de atividade artística. Você acha que colocar a música clássica como parte de um contexto mais amplo pode ajudar na sua difusão?
Irineu Franco Perpetuo – Bem, eu gostaria que ajudasse. Incomodou-me sempre o fato de que, na cara e tradicional escola privada que frequentei, a literatura luso-brasileira tenha me sido ensinada com minúcia e profundidade, enquanto nossa produção musical era solenemente ignorada. Nada contra a literatura, obviamente, mas por que não encarar também a música como uma manifestação cultural digna de ser cultivada e transmitida? Por que ensinamos Machado de Assis e Guimarães Rosa, mas não Carlos Gomes e Villa-Lobos? Talvez isso seja uma herança do velho pensamento colonial, em que as letras eram ocupações “nobres”, de bacharéis, enquanto a música era um trabalho “braçal” e, portanto, inferior... Mas confesso que não adotei essa abordagem preocupado com uma difusão mais ampla da música clássica. É que, na verdade, eu não consigo entender a música de outra forma. Talvez isso se dê por eu não ser musicista, mas o fato é que, se eu encarasse a música clássica como um mundo à parte, sem qualquer relação com os outros fenômenos sociais, creio que sequer teria me aproximado dela.



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São Paulo:

26/5/2018 - Orquestra Sinfônica de Santo André

Rio de Janeiro:
27/5/2018 - Orquestra Petrobras Sinfônica

Outras Cidades:
29/5/2018 - Vitória, ES - Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
 




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