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A Orquestra de Cordas do Romantismo Brasileiro (29/10/2012)
Por Camila Frésca

Falei no último texto sobre o lançamento do primeiro CD da Osesp com obras de Villa-Lobos. A Osesp é uma espécie de “cereja do bolo” de nossa vida musical e tem naturalmente grande visibilidade. Mas a verdade é que o incremento de atividades na área clássica tem se refletido também nos lançamentos de discos. Só nos últimos meses, não foram poucos os bons lançamentos que trouxeram como contribuição o registro de obras brasileiras que nunca haviam sido gravadas antes. Só como exemplo – já sabendo que deixo muitos de fora – vale citar o CD duplo do Núcleo Hespérides, com obras de compositores das Américas dos séculos XX e XXI; “Porto, a música que saiu de Santos”, do pianista Antonio Eduardo; o disco que traz música brasileira para violino e cordas do século XXI, pela Camerata Filarmônica de Goiás com o violinista Alessandro Borgomanero; e o CD de Karin Fernandes dedicado a Edmundo Villani-Côrtes. Vale notar que, para além da escolha do repertório e da interpretação, é cada vez maior a preocupação com a qualidade da gravação e com o acabamento gráfico dos discos – espero ter chegado ao fim aquela era em que o artista nacional, depois de todo esforço em viabilizar uma gravação, não dava muita bola para a qualidade gráfica do produto, e o resultado eram CDs visualmente horrendos que desestimulavam qualquer aproximação...

As iniciativas têm sido muitas e precisamos agora arranjar meios de fazer com esses trabalhos circulem amplamente pelo meio musical e, mais ainda, que se expandam para além das fronteiras clássicas, cativando novos ouvintes. Entre tantos lançamentos, gostaria de chamar a atenção para um que provavelmente teve ainda menor visibilidade, por se tratar de um projeto nascido na universidade e totalmente despido de estratégias de divulgação. Trata-se do CD “A Orquestra de Cordas no Romantismo Brasileiro”, no qual a Orquestra Acadêmica da Unesp interpreta obras de compositores românticos brasileiros sob direção de Lutero Rodrigues. Conforme nota o maestro, o período romântico redescobriu a orquestra de cordas e os compositores brasileiros, sob influência da Europa, acompanharam essa tendência. “Como esta formação instrumental não era tão comum no Brasil, vários optaram pelo quarteto ou quinteto de cordas, criando obras que hoje são executadas por orquestras de cordas, tais como Alexandre Levy e Carlos Gomes”, explica Lutero, que foi quem realizou, durante mais de dois anos, a pesquisa que reuniu as obras a serem gravadas – joias pequeninas escritas no final do século XIX por grandes compositores brasileiros: Sant’Anna, Carlos Gomes, Alexandre Levy, Henrique Oswald, Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e Leopoldo Miguèz.

Conforme nota o maestro no texto que acompanha o CD, trata-se em geral de peças curtas, lentas e expressivas, ou ainda pequenas formas antigas, como danças, com proposta neoclássica e sem preocupação nacionalista. Algumas delas podiam ser ainda transcrições de “peças características” que se destinavam originalmente ao piano. No total, são 13 obras nunca antes gravadas, de seis grandes nomes do romantismo brasileiro.

E une-se ao evidente trabalho de pesquisa musicológica e registro histórico a importante experiência de realizar o disco com alunos do Instituto de Artes da Unesp que integram a Orquestra Acadêmica. Assim, para eles – futuros músicos profissionais – as atividades de formação teórica e técnica se complementam com um importante trabalho de performance e registro em disco, e ainda por cima sinaliza um campo de trabalho no qual ainda há muito a ser feito: a recuperação e registro de obras brasileiras.

“A Orquestra de Cordas do Romantismo Brasileiro” é um CD distribuído gratuitamente e que pode ser solicitado pelo e-mail unesp.imprensa@reitoria.unesp.br.





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

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