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Que tal uma “bolsa gênio”? (30/9/2013)
Por João Marcos Coelho

Depois do Bolsa Família, por que não uma bolsa-gênio? A pergunta me veio à cabeça ao ler na última terça-feira, dia 24 de setembro, na web, que o pianista norte-americano Jeremy Denk, de 43 anos, acaba de ganhar a “bolsa gênio” da Fundação MacArthur. Ele vai receber um total de 625 mil dólares nos próximos cinco anos. Não há nenhuma contrapartida por parte dele nem dos demais 23 ganhadores deste prêmio originalíssimo.

Ninguém se inscreveu. Simplesmente o conselho da fundação escolhe 24 candidatos a “gênio” e aposta neles por cinco anos. E da mais adequada maneira. Proporciona-lhes tranquilidade financeira para tocar seus projetos, inventar novas aventuras, tornar realidade seus sonhos. Denk tem se destacado como um dos raros músicos que pensa, lê e escreve muito bem sobre sua profissão e a arte que pratica. Dê uma olhada no seu blog think denk. E não deixe de ouvir ao menos uma de suas gravações para avaliar sua qualidade artística: na semana passada a NPR, rádio pública norte-americana, disponibilizou na íntegra em streaming o seu novíssimo CD, que só chega às lojas físicas e virtuais no próximo dia 3 de outubro. Nele, Denk interpreta as Variações Goldberg, de Bach. Ouça aqui.


Denk, que ganhou a "bolsa gênio" da Fundação MacArthur [foto: Dennis Callahan/divulgação]

Taí uma ideia magnífica que o nosso Ministério da Cultura – tão preocupado com idiotices como provar o impossível, que moda é cultura nos últimos tempos – poderia “copiar” do grande irmão do norte das Américas. Entre os demais ganhadores está um coreógrafo (Kyle Abraham, de 36 anos), um químico (Phil Baran, 36), um paleobotânico (Kevin Boyce, 39), um físico (Jeffrey Brenner, 44) e um escritor (Donald Antrim, 55).

O que mais me seduz neste formato é a não-contrapartida da bolsa gênio. O artista, cientista, pesquisador, coreógrafo – todos, enfim, ganham aquilo de que mais necessitam: tranquilidade financeira para tocar seus projetos.

Não sei não, mas acho que esse pessoal da Fundação MacArthur inspirou-se nos mecenas vienenses que se cotizaram na primeira década do século XIX para garantir uma boa grana anual a Beethoven. O compositor, num gesto inédito até então no universo da música e dos músicos, exigiu que não houvesse contrapartida alguma. Ou seja, ficou bem claro para o arquiduque Rodolfo, e os nobres como Lobkowicz, que Beethoven considerava um dever deles proporcionar-lhe condições decentes de vida e criação independente – e deixava claro que não lhes devia nada.

Com certeza, dois exemplos – o de Beethoven e seus mecenas, duzentos anos atrás, e o da Fundação MacArthur, neste dia 24 de setembro de 2013 – a serem imitados.

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João Marcos Coelho - é jornalista e crítico musical, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo e apresentador do programa "O que há de novo", da Rádio Cultura FM; é coordenador da área de música contemporânea da CPFL Cultura.

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