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Estátua (26/9/2014)
Por Jorge Coli

Que música estupenda, que obra extraordinária e que revelação. Artémis, tal como está escrito na partitura impressa para canto e piano, que o programa do Theatro São Pedro teve o cuidado de reproduzir, é um “Episodio Lyrico em um Acto” de Coelho Netto, com música de Alberto Nepomuceno. Foi composta em 1898, e o trabalho arqueológico cuidadoso de Roberto Duarte restituiu a última versão, de 1910.

Nepomuceno tinha ambições internacionais para a obra, que teria sido apresentada na Argentina, Uruguai e Itália. A redução para piano foi publicada com versão francesa e, ao que parece, apenas por um triz, Mahler não a teria encenado em Viena.


Inácio de Nonno e Eiko Senda em ação na Artémis do Theatro São Pedro [foto: Décio Figueiredo/divulgação]

O libreto, escrito por Coelho Netto, é admirável de beleza. Um parnasianismo diabólico, Pigmalião e Galateia tratados como conto de terror, à maneira da Vénus d’Ille e de Barbey d’Aurevilly. A situação, ao mesmo tempo tremenda e dolorosa, metáfora sangrenta da criação artística, é investida com tal inspiração pela música que o coração se aperta desde os primeiros e discretos compassos até o final da obra. Como foi possível esquecê-la durante tanto tempo?

A composição de Nepomuceno está banhada no clima fim de século germânico, retomando, com originalidade que lhe é própria, o influxo wagneriano que outros compositores, como Strauss, Humperdinck ou Mahler, também sofreram. Ouça aqui o início da obra.

Foi finamente interpretada por Inácio de Nonno e Eiko Senda (com a participação de Valentina Ghiorzi Safatle). Excelente coro, bela orquestra, sob a regência de Emiliano Patarra, que muito se empenhou para que a obra fosse executada.

A montagem de Roberto Alvim teve o mérito de reencontrar, por meios modernos, o hieratismo parnasiano, com soluções muito boas (em particular para o coral dos espíritos). Agrediu um pouco o público com uma iluminação violenta, mas é um pequeno senão diante de realização tão importante.

[O Theatro São Pedro ainda reapresenta Artémis nos dias 27 de setembro, 3 e 5 de outubro]

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A reprodução de todo e qualquer conteúdo requer autorização, exceto trechos com link para a respectiva página.





Jorge Coli - é professor de História da Arte e da Cultura na Unicamp e colunista da Revista CONCERTO.

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