Banner 468x60
Banner 180x60
Bom dia.
Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 
 
 
Concerto marca lançamento de obras de Olivier Toni e celebra a trajetória do maestro (22/10/2014)
Por Camila Frésca

Ontem, terça-feira, dia 21 de outubro, uma parcela expressiva da comunidade musical paulista se reuniu no Sesc Consolação. O motivo? Acompanhar o lançamento do CD “Só isso e nada mais”, com obras de Olivier Toni, e prestar uma homenagem a uma das mais importantes figuras da música de São Paulo no último meio século.

Professor e compositor Olivier Toni, homenageado no Sesc [Foto: CONCERTO / Lydia Abud]

Olivier Toni, responsável pela criação de alguns dos mais importantes organismos musicais da cidade – como a Orquestra Sinfônica Jovem Municipal (atual Orquestra Experimental de Repertório) em 1968, a Escola Municipal de Música (1969), o Departamento de Música da USP (1970), a Osusp (1972) e a Orquestra de Câmara da USP (1995) – sempre se dedicou de corpo e alma à docência. Tanto que sua porção compositor é bem pouco conhecida. Willy Corrêa de Oliveira, um de seus muitos alunos, mostrou-se surpreso ao ouvir o disco e constatar a importância dessas obras, e no texto de abertura do CD, ele se pergunta: “Por que, então, o Toni escreveu tão pouco?” O próprio Willy arrisca uma resposta: “Nunca perguntei a ele, mas acho que posso dizer por ele: que nós, seus alunos, fomos a causa do pouco tempo que ele dedicou à sua própria obra. Não porque o impedíssemos (de modo algum), mas porque nós, todos nós, fomos mais importantes para ele de que ele próprio e suas obras”.

Muitos desses alunos, além de amigos e admiradores, se misturaram em clima de celebração para o lançamento. O CD “Só isso e nada mais” tem obras compostas entre 1956 e 2012 e que vão do solo à orquestra de câmara, passando por canções com formações pouco ortodoxas como voz, trompete e contrabaixo. No concerto, parte dessas obras foi apresentada por dois dos mais notáveis músicos brasileiros em atividade: o violinista Cláudio Cruz e o pianista Paulo Álvares, ambos ex-alunos de Toni. Cláudio deu início com o Recitativo I para violino e orquestra de cordas (em versão para violino solo) e, na sequência, Paulo Álvares interpretou a bela Ommagio a Camargo Guarnieri, que Toni escreveu em 1987, quando se reaproximou de seu antigo mestre. Constaram do programa quatro dos sete Recitativos do compositor. “Desde que comecei a refletir sobre o gesto de compor, os recitativos despertaram minha atenção, porque ao longo de toda a história da linguagem musical eles sempre foram utilizados como um recurso para reproduzir por meio do som – e da emoção – a linguagem falada”, explicou Toni no livreto do CD. “Meus Recitativos são movidos pela magia emotiva e pela força expressiva desse gênero poético e musical, com a disposição de alcançar certa forma no imprevisível, manejando o vazio, restringindo e condensando o material sonoro e sempre com poucas notas”.

Após o concerto, Olivier Toni fez um discurso emocionado, agradecendo aos muitos que estiveram ao seu lado ao longo de sua trajetória e aos que tornaram possível a realização do disco. Em setembro, na longa conversa que tive com ele e que resultou na entrevista da edição de outubro da CONCERTO (e que você pode ler clicando aqui – acesso exclusivo para assinantes), Toni me disse que estava compondo algo que considerava um desafio: uma peça que simbolizasse a amizade e as lutas que o unia aos irmãos Paulo e Eduardo Guimarães Álvares (falecido recentemente). Ele havia prometido a obra a Paulo, que pretende estreá-la. Pois bem, nessa noite o maestro cumpriu sua promessa e entregou a Paulo Álvares a peça Três cores, celebrando a vida e a amizade entre os três amigos. Segundo Toni, uma de suas maiores alegrias é poder dizer que todos os alunos que passaram por suas mãos são, mais do que tudo, amigos queridos.

[Clique aqui para ver o making of do CD dedicado a Olivier Toni]





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

Mais Textos

O bel canto colorido e expressivo de Javier Camarena Por Irineu Franco Perpetuo (10/8/2017)
Osesp faz belo concerto com programa raro Por Jorge Coli (9/8/2017)
Terceira edição do Festival Vermelhos consolida projeto cultural em Ilhabela Por Camila Frésca (8/8/2017)
Em busca da música Por João Marcos Coelho (28/7/2017)
Neojiba: o exemplo da Bahia para o Brasil Por Irineu Franco Perpetuo (24/7/2017)
Você conhece José Vieira Brandão? Por João Marcos Coelho (12/7/2017)
Campos do Jordão, Salzburg e a economia da cultura Por Nelson Rubens Kunze (12/7/2017)
Rameau em “dreadlocks” Por Jorge Coli (11/7/2017)
Isabelle Faust, Vadim Repin e Julian Rachlin: sobre expectativas, decepções e boas surpresas Por Camila Frésca (5/7/2017)
Encomenda da Osesp mostra Mehmari maduro Por Irineu Franco Perpetuo (3/7/2017)
Fórum apresenta importantes orientações para “endowments” culturais no Brasil Por Nelson Rubens Kunze (10/6/2017)
Filme “Filhos de Bach” marca por sua sensibilidade e delicadeza Por Nelson Rubens Kunze (9/6/2017)
Transformação social e o futuro da música clássica Por Anahi Ravagnani e Leonardo Martinelli (30/5/2017)
Os extras contemporâneos de Isabelle Faust na Sala São Paulo Por João Marcos Coelho (25/5/2017)
Festival Amazonas de Ópera encena ‘Tannhäuser’ e comemora 20ª edição Por Nelson Rubens Kunze (23/5/2017)
Noites memoráveis com Isabelle Faust e Alexander Melnikov Por Camila Frésca (18/5/2017)
Com Faust e Volmer, a Osesp chega à excelência Por Irineu Franco Perpetuo (16/5/2017)
Foi um esplendor, mas... Por Jorge Coli (16/5/2017)
Perdas e danos (Santa Marcelina incorpora Theatro São Pedro) Por Nelson Rubens Kunze (9/5/2017)
Pesquisa do Projeto Guri mostra resultados importantes Por Camila Frésca (3/5/2017)
Diana Damrau, uma artista de mais de 50 tons Por Irineu Franco Perpetuo (2/5/2017)
E Cristian Budu, finalmente, tocou com a Osesp! Por Irineu Franco Perpetuo (21/4/2017)
Olivier Toni Por João Marcos Coelho (20/4/2017)
“Uirapuru”, de Villa-Lobos: algumas considerações no centenário da obra Por Camila Frésca (12/4/2017)
Nasce uma estrela Por Jorge Coli (11/4/2017)
A festa do Concurso Maria Callas: competência e amor à música Por Jorge Coli (4/4/2017)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta “Jenufa”, de Janácek Por Nelson Rubens Kunze (4/4/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Agosto 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
30 31 1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31 1 2
 

 
São Paulo:

27/8/2017 - Camerata Cantareira

Rio de Janeiro:
19/8/2017 - VIII Música Brasilis

Outras Cidades:
23/8/2017 - Recife, PE - Orquestra Sinfônica do Recife
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046