Retrospectiva 2018 – João Guilherme Ripper (depoimento de dezembro de 2018)

por Redação CONCERTO 12/02/2019

“Assumi a presidência da Academia Brasileira de Música em janeiro e tive o privilégio de associar a instituição ao importante projeto Brasil em Concerto criado pelo compositor e diplomata Gustavo Sá. A iniciativa envolve a Osesp, a Filarmônica de Minas e a Filarmônica de Goiás, além da ABM e do Ministério das Relações Exteriores, com o objetivo de registrar o repertório sinfônico brasileiro em trinta CDs que serão lançados pelo selo Naxos até 2023. Como compositor, destaco as estreias da Suíte sinfônica da ópera Piedade, com a Petrobras Sinfônica, e Fantasia Tarumã, com o pianista Jean-Louis Steuerman e Filarmônica de Goiás. A Orquestra Blas Galindo apresentou Jogos sinfônicos na Cidade do México. A ópera Kawah Ijen estreou em maio no Teatro Amazonas com direção de Marcelo de Jesus e William Pereira. A orquestra incluiu o gamelão javanês doado pela Embaixada da Indonésia no Brasil. Piedade voltou à programação do Teatro Colón em agosto para mais quatro récitas e foi apresentada em versão sinfônica no Theatro Municipal de São Paulo sob regência de Luiz Fernando Malheiro. A miniópera Domitila foi cantada por Maíra Lautert em Vitória e Carla Caramujo no Theatro da Paz – e nas cidades portuguesas de Alcobaça e Castelo Branco, com acompanhamento do Toy Ensemble e direção de Carlos Antunes. A ópera cômica O diletante foi apresentada no Teatro Carlos Gomes de Vitória com o tenor Flavio Leite no elenco e regência de Gabriel Rhein-Schirato. Em novembro, Piedade foi encenada na Sala Cecília Meireles com direção de Priscila Bomfim, Marcelo Marques e Daniel Herz.”

João Guilherme Ripper, compositor e presidente da Academia Brasileira de Música