Retrospectiva 2018 – Neil Thomson (depoimento de dezembro de 2018)

por Redação CONCERTO 08/02/2019

“Do ponto de vista musical, foi a melhor temporada da Filarmônica de Goiás desde que cheguei, em 2014. Enfrentamos algumas obras extremamente difíceis (peças que seriam impensáveis até um ano atrás) e os músicos superaram o desafio magnificamente. O momento mais importante do ano para mim foi quando tocamos no Itamaraty, no concerto que marcou o lançamento do projeto Brasil em Concerto. Naquela noite, fomos condecorados com a Ordem do Rio Branco. Um momento de felicidade e orgulho indescritíveis foi ver os músicos e os goianos homenageados dessa forma. O foco principal de nosso trabalho até 2023 está direcionado para as gravações incluídas no projeto Naxos. Vamos iniciar também um ciclo de sinfonias de Sibelius e outro que contemplará todas as sinfonias de Haydn. Acredito que esse ciclo, que significa tocar as 104 sinfonias, exigirá de sete a oito anos, e seremos a primeira orquestra na América do Sul a empreender tal projeto! No próximo ano também veremos uma grande expansão do trabalho educacional e comunitário da OFG. É minha intenção levar a orquestra a todas as regiões do estado, e estou trazendo o ex-diretor de educação da Filarmônica de Nova York para trabalhar conosco. Vivemos tempos de incerteza. 2018 foi um ano difícil, mas o que vejo acontecendo no país, apesar de todas as dificuldades, serve como constante fonte de inspiração. O nível de jovens músicos é surpreendente e a grande proliferação de projetos de orquestras de jovens me enche de esperança. O que desejo é que continuemos a trabalhar juntos e apoiar uns aos outros, criando projetos nos quais possamos compartilhar ideias, artistas e compositores.” 

Neil Thomson, diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Goiás