Ópera é tema do Mercado das Indústrias Criativas MicBR

por Redação CONCERTO 06/11/2018

Na próxima sexta-feira, dia 9, das 10h às 12h, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura em São Paulo, Flávia Furtado (diretora executiva do Festival Amazonas de Ópera), Tatyana Rubim (diretora do Theatro Municipal de São Paulo), Paulina Ricciardi (coordenadora da Ópera Latinoamérica) e João Guilherme Ripper (presidente da ABM), com mediação de Nelson Rubens Kunze (Revista CONCERTO), discutirão o tema “O mercado da ópera no Brasil e as conexões com a América Latina: oportunidades de desafios”, dentro do MicBR – Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (para assistir, as inscrições, gratuitas, devem ser feitas neste link).

O MicBR é uma inciativa do Ministério da Cultura, com o apoio da Apex-Brasil, que pretende reunir centenas de empresas e milhares de criadores e empreendedores dos setores culturais e criativos do Brasil e de outros países. O evento será realizado de 5 a 11 de novembro, no corredor cultural da Avenida Paulista, com o “objetivo de impulsionar a internacionalização da produção cultural brasileira e o intercâmbio entre os países, em especial da América do Sul” (para saber mais sobre o evento consulte este link).

Conforme Flávia Furtado, do Festival Amazonas de Ópera, o debate no Brasil vem em boa hora: “Somos membros e temos participado das reuniões da OLA – Ópera Latinoamérica, e temos notado um grande interesse, no mundo inteiro, em torno da ópera. É fundamental que o Brasil se organize, que os teatros se articulem, para que possamos participar desse momento de internacionalização. É uma grande oportunidade para a ópera do Brasil”.

A abertura do MicBr ocorreu na noite de ontem, dia 5, no Auditório Ibirapuera, com a presença do ministro Sérgio Sá Leitão. Em sua fala, o ministro ressaltou o impacto que a atividade cultural exerce sobre a geração de renda, emprego, exportação, valor agregado e arrecadação de impostos. Sá Leitão afirmou que, apesar da relevância do setor e do sentido estratégico da política pública de cultura, boa parte da sociedade ainda não entende o fomento público à cultura como investimento de alto retorno – e não de gasto. O ministro também reforçou que o investimento, por meio de mecanismos como a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e o Fundo Setorial do Audiovisual, é indutor de desenvolvimento.

Abertura do MicBR – Mercado das Indústrias Criativas do Brasil
Abertura do MicBR, no Auditório Ibirapuera [Arquivo pessoal / Maria Ignez Mantovani]