No domingo de eleição, orquestra de câmara Johann Sebastian Rio celebra prodígios da música

por Luciana Medeiros 05/10/2018

Felipe Prazeres não se considera um prodígio do instrumento, apesar de ter começado a tocar violino aos 11 anos. Filho do regente Armando Prazeres, lembra que “engatinhava pelo meio das estantes” nos ensaios das orquestras.

“Tive a sorte de ser exposto à música clássica desde muito cedo. Isso é importantíssimo, colocar a música desde muito cedo na vida das crianças. Faço isso com minha filha Nina, de dois anos, e ela reage incrivelmente. Mas não me sinto prodigioso em termos de dom, estudei e estudo muito até hoje.”

Ele está à frente da orquestra de câmara Johann Sebastian Rio, que se apresenta no domingo, dia 7, às 17h, no Municipal do Rio, com um programa dedicado às crianças – e às crianças-prodígio. O grupo de 15 elementos que vem procurando inovar no formato e no conteúdo de seus concertos – com uma mistura de rock, clássico, MPB – traz como solista convidado o paulistano Guido Sant’Anna, de 13 anos, premiado no concurso Yehudi Menuhin de 2018.

Felipe Prazeres [Divulgação]
Felipe Prazeres [Divulgação]

“Guido, sim, é um prodígio: começou a tocar aos 4 anos e já tem um nome. O próprio Menuhin, maior violinista do século XX, tem uma história muito precoce com o instrumento.”

A orquestra sobe ao palco do Municipal para tocar um programa que começa com Variações sobre um tema de Mozart, escrita por de Ivan Zandonade – violista do grupo - uma releitura das mais que conhecidas Doze variações para piano ‘Ah vous dirais-je, Maman’ K 265. Além de Mozart, serão lembrados Haydn e Mendelssohn, com peças pouco tocadas no Brasil, e Night Club, de Piazzolla, um compositor que faz parte da história do grupo e do solista. “Guido apresentou exatamente essa peça no concurso Menuhin. E nós temos em Piazzolla um dos pilares do nosso repertório.”

O domingo, dia 7, também é o dia do primeiro turno da eleição geral. Felipe torce para que o concerto represente um momento de tranquilidade e leveza para o público. “Começamos a tocar no encerramento da votação. Vai ser uma hora de música afetuosa e leve, para as famílias, os jovens. Vale buscar essa pausa.”