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“Xangô” é mais um excelente trabalho do Quaternaglia (7/7/2015)
Por Camila Frésca

Xangô é, na tradição ioruba, a divindade que representa a justiça, os raios, o trovão e o fogo. Xangô é também o título do mais novo CD do Quaternaglia, cujo repertório é todo formado por autores brasileiros do século XX e contemporâneos: Villa-Lobos, Almeida Prado, Ronaldo Miranda, Sergio Molina, Chrystian Dozza, João Luiz e Paulo Bellinati.

Formado há mais de 20 anos, o Quaternaglia é um dos mais importantes conjuntos brasileiros e um dos melhores exemplos da vitalidade e importância de nosso violão no cenário mundial – o grupo é reconhecido internacionalmente como um dos mais relevantes dentro da formação quarteto de violões. Atualmente, seus integrantes são Sidney Molina (que toca num violão de sete cordas), Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina e Thiago Abdalla.


Novo CD do Quaternagla: Xangô, que traz peças de Almeida Prado, Ronaldo Miranda, Villa-Lobos e outros

O título do CD foi tirado de uma peça de Almeida Prado (1943-2010) – 14 variações sobre o tema de Xangô –, que é de fato a gravação mais importante do disco. Molina, no texto de apresentação, explica que a obra foi originalmente escrita para piano quando o compositor contava com 18 anos. Em 2003, Almeida Prado trabalhou com o grupo e ao lado do violonista João Luiz (então integrante do conjunto) fez uma versão para quatro violões que dedicou ao Quaternaglia. O nome da peça remete ao Canto de Xangô, breve tema transcrito por Mário de Andrade no Ensaio sobre a música brasileira. Agora, a obra ganha o disco e mais uma vez demonstra a genialidade desse compositor brasileiro – a cada audição de uma peça de Almeida Prado, a admiração só faz aumentar. Da mesma geração de Almeida Prado é carioca Ronaldo Miranda, de quem o Quaternaglia interpreta a Suíte nº 3, obra original para piano solo arranjada para quatro violões por Chrystian Dozza. Villa-Lobos, o gigante da música brasileira e também do violão, abre e fecha o trabalho com duas de suas séries fundamentais. Os Choros nº 5 iniciam o disco, numa bela versão de João Luiz. E as Bachianas brasileiras nº 9 encerram o CD, em arranjo de Thiago Tavares.

As demais peças são de autores ligados ao universo do violão brasileiro: Sergio Molina (Canção sem fim), Chrystian Dozza (Sobre um tema de Gismonti), João Luiz (Modinha, Urbano e Kirsten) e Paulo Bellinati (Maracatu da pipa). O envolvimento de cada um deles com o grupo ajuda a reforçar a importância do Quarternaglia para o universo do violão, num âmbito que transcende a excelência artística. Bellinati, por exemplo, escreveu algumas das obras mais apreciadas do repertório do Quaternaglia, como Baião de gude. Outro que colabora intensamente com o Quaternaglia é Egberto Gismonti; por conta da parceria, hoje dispomos de várias obras do mestre para quarteto de violões. Assim, ao longo de sua trajetória, numa colaboração constante com compositores, o Quaternaglia ajudou a constituir um importante corpo de obras para a formação de quarteto de violões, além de fomentar a criação contemporânea. Olhar os violonistas que passaram pelo grupo também dá uma dimensão de sua qualidade e relevância: Fernando Lima e João Luiz, para citar apenas dois que integraram o Quaternaglia, hoje são profissionais de carreira internacional consolidada e com importantes duos de violão. Fabio Ramazzina e Sidney Molina são membros fundadores do grupo – Molina, além de excelente violonista, é professor e crítico musical. Chrystian Dozza e Thiago Abdalla representam uma nova geração do violão.

Além do apuro musical, que vai desde a promoção de obras, a escolha das peças, dos arranjos e das interpretações, todo o material do disco é apresentado de forma meticulosa e detalhada. O CD Xangô é coisa finíssima: bem-feito, delicioso de ouvir e a prova de que o violão brasileiro continua em ótima forma.

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Xangô está disponível na Loja CLÁSSICOS

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Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

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