Banner 468x60
Banner 180x60
Boa noite.
Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 
 
 
“Xangô” é mais um excelente trabalho do Quaternaglia (7/7/2015)
Por Camila Frésca

Xangô é, na tradição ioruba, a divindade que representa a justiça, os raios, o trovão e o fogo. Xangô é também o título do mais novo CD do Quaternaglia, cujo repertório é todo formado por autores brasileiros do século XX e contemporâneos: Villa-Lobos, Almeida Prado, Ronaldo Miranda, Sergio Molina, Chrystian Dozza, João Luiz e Paulo Bellinati.

Formado há mais de 20 anos, o Quaternaglia é um dos mais importantes conjuntos brasileiros e um dos melhores exemplos da vitalidade e importância de nosso violão no cenário mundial – o grupo é reconhecido internacionalmente como um dos mais relevantes dentro da formação quarteto de violões. Atualmente, seus integrantes são Sidney Molina (que toca num violão de sete cordas), Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina e Thiago Abdalla.


Novo CD do Quaternagla: Xangô, que traz peças de Almeida Prado, Ronaldo Miranda, Villa-Lobos e outros

O título do CD foi tirado de uma peça de Almeida Prado (1943-2010) – 14 variações sobre o tema de Xangô –, que é de fato a gravação mais importante do disco. Molina, no texto de apresentação, explica que a obra foi originalmente escrita para piano quando o compositor contava com 18 anos. Em 2003, Almeida Prado trabalhou com o grupo e ao lado do violonista João Luiz (então integrante do conjunto) fez uma versão para quatro violões que dedicou ao Quaternaglia. O nome da peça remete ao Canto de Xangô, breve tema transcrito por Mário de Andrade no Ensaio sobre a música brasileira. Agora, a obra ganha o disco e mais uma vez demonstra a genialidade desse compositor brasileiro – a cada audição de uma peça de Almeida Prado, a admiração só faz aumentar. Da mesma geração de Almeida Prado é carioca Ronaldo Miranda, de quem o Quaternaglia interpreta a Suíte nº 3, obra original para piano solo arranjada para quatro violões por Chrystian Dozza. Villa-Lobos, o gigante da música brasileira e também do violão, abre e fecha o trabalho com duas de suas séries fundamentais. Os Choros nº 5 iniciam o disco, numa bela versão de João Luiz. E as Bachianas brasileiras nº 9 encerram o CD, em arranjo de Thiago Tavares.

As demais peças são de autores ligados ao universo do violão brasileiro: Sergio Molina (Canção sem fim), Chrystian Dozza (Sobre um tema de Gismonti), João Luiz (Modinha, Urbano e Kirsten) e Paulo Bellinati (Maracatu da pipa). O envolvimento de cada um deles com o grupo ajuda a reforçar a importância do Quarternaglia para o universo do violão, num âmbito que transcende a excelência artística. Bellinati, por exemplo, escreveu algumas das obras mais apreciadas do repertório do Quaternaglia, como Baião de gude. Outro que colabora intensamente com o Quaternaglia é Egberto Gismonti; por conta da parceria, hoje dispomos de várias obras do mestre para quarteto de violões. Assim, ao longo de sua trajetória, numa colaboração constante com compositores, o Quaternaglia ajudou a constituir um importante corpo de obras para a formação de quarteto de violões, além de fomentar a criação contemporânea. Olhar os violonistas que passaram pelo grupo também dá uma dimensão de sua qualidade e relevância: Fernando Lima e João Luiz, para citar apenas dois que integraram o Quaternaglia, hoje são profissionais de carreira internacional consolidada e com importantes duos de violão. Fabio Ramazzina e Sidney Molina são membros fundadores do grupo – Molina, além de excelente violonista, é professor e crítico musical. Chrystian Dozza e Thiago Abdalla representam uma nova geração do violão.

Além do apuro musical, que vai desde a promoção de obras, a escolha das peças, dos arranjos e das interpretações, todo o material do disco é apresentado de forma meticulosa e detalhada. O CD Xangô é coisa finíssima: bem-feito, delicioso de ouvir e a prova de que o violão brasileiro continua em ótima forma.

[Veja também]
Xangô está disponível na Loja CLÁSSICOS

Clássicos Editorial Ltda. © 2015 - Todos os direitos reservados.
A reprodução de todo e qualquer conteúdo requer autorização, exceto trechos com link para a respectiva página.





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

Mais Textos

O bel canto colorido e expressivo de Javier Camarena Por Irineu Franco Perpetuo (10/8/2017)
Osesp faz belo concerto com programa raro Por Jorge Coli (9/8/2017)
Terceira edição do Festival Vermelhos consolida projeto cultural em Ilhabela Por Camila Frésca (8/8/2017)
Em busca da música Por João Marcos Coelho (28/7/2017)
Neojiba: o exemplo da Bahia para o Brasil Por Irineu Franco Perpetuo (24/7/2017)
Você conhece José Vieira Brandão? Por João Marcos Coelho (12/7/2017)
Campos do Jordão, Salzburg e a economia da cultura Por Nelson Rubens Kunze (12/7/2017)
Rameau em “dreadlocks” Por Jorge Coli (11/7/2017)
Isabelle Faust, Vadim Repin e Julian Rachlin: sobre expectativas, decepções e boas surpresas Por Camila Frésca (5/7/2017)
Encomenda da Osesp mostra Mehmari maduro Por Irineu Franco Perpetuo (3/7/2017)
Fórum apresenta importantes orientações para “endowments” culturais no Brasil Por Nelson Rubens Kunze (10/6/2017)
Filme “Filhos de Bach” marca por sua sensibilidade e delicadeza Por Nelson Rubens Kunze (9/6/2017)
Transformação social e o futuro da música clássica Por Anahi Ravagnani e Leonardo Martinelli (30/5/2017)
Os extras contemporâneos de Isabelle Faust na Sala São Paulo Por João Marcos Coelho (25/5/2017)
Festival Amazonas de Ópera encena ‘Tannhäuser’ e comemora 20ª edição Por Nelson Rubens Kunze (23/5/2017)
Noites memoráveis com Isabelle Faust e Alexander Melnikov Por Camila Frésca (18/5/2017)
Com Faust e Volmer, a Osesp chega à excelência Por Irineu Franco Perpetuo (16/5/2017)
Foi um esplendor, mas... Por Jorge Coli (16/5/2017)
Perdas e danos (Santa Marcelina incorpora Theatro São Pedro) Por Nelson Rubens Kunze (9/5/2017)
Pesquisa do Projeto Guri mostra resultados importantes Por Camila Frésca (3/5/2017)
Diana Damrau, uma artista de mais de 50 tons Por Irineu Franco Perpetuo (2/5/2017)
E Cristian Budu, finalmente, tocou com a Osesp! Por Irineu Franco Perpetuo (21/4/2017)
Olivier Toni Por João Marcos Coelho (20/4/2017)
“Uirapuru”, de Villa-Lobos: algumas considerações no centenário da obra Por Camila Frésca (12/4/2017)
Nasce uma estrela Por Jorge Coli (11/4/2017)
A festa do Concurso Maria Callas: competência e amor à música Por Jorge Coli (4/4/2017)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta “Jenufa”, de Janácek Por Nelson Rubens Kunze (4/4/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Agosto 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
30 31 1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31 1 2
 

 
São Paulo:

19/8/2017 - Balé Pulcinella, de Stravinsky; e Ópera Arlecchino, de Busoni

Rio de Janeiro:
18/8/2017 - Paulo Szot - barítono e Nahim Marun - piano

Outras Cidades:
26/8/2017 - Marília, SP - Quarteto Radamés Gnattali
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046