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Festival Sesc é um dos grandes eventos clássicos do sul do país (27/1/2016)
Por Camila Frésca

Há seis anos a cidade de Pelotas sedia o Festival Internacional Sesc de Música, promovido pelo Sesc Rio Grande do Sul e idealizado e dirigido por Evandro Matté, também maestro titular da Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre). A atual edição se iniciou no dia 18 e segue até a sexta, dia 29. Os 12 dias de programação ostentam números expressivos: professores de 13 nacionalidades ministram 21 cursos para 260 alunos (selecionados a partir de mais de 800 inscritos) de mais de 17 países. Paralelamente à programação pedagógica, acontecem 50 espetáculos, todos gratuitos. No total, o evento envolve mais de 450 profissionais da música.

Com cerca de 330 mil habitantes, Pelotas é uma cidade do sul do Rio Grande do Sul. A quantidade de prédios imponentes que se nota em qualquer caminhada rápida pelo centro denuncia um passado faustoso: até o início do século XX, a cidade era a mais rica do estado, graças à economia do charque. Estive lá durante a abertura do Festival, acompanhando a chegada de professores e alunos, no dia 17. Na manhã seguinte tiveram início as aulas e, às 20h30, conferi o concerto de abertura no impressionante Theatro Guarany – construído no início do século XX por particulares, e que assim funciona até hoje, com seus 1.500 lugares. O teatro estava lotado para acompanhar a Orquestra de Câmara da Ulbra, que, sob regência de Tiago Flores, interpretou obras de Arthur Barbosa, Alberto Nepomuceno, arranjos de peças populares e o pouco tocado Concerto para violino e cordas do compositor armênio Alexander Arutiunian (1920-2012). Além da qualidade da orquestra, fiquei feliz em poder conferir a excelente performance do violinista Carmelo de los Santos, que foi o solista do concerto. Carmelo, natural de Porto Alegre, venceu aos 16 anos o Prêmio Eldorado e há vários anos está radicado nos Estados Unidos, onde é professor associado de violino na Universidade do Novo México. Foi uma apresentação impecável deste violinista brasileiro de 38 anos, e é realmente uma pena que seja tão raro ouvi-lo nos palcos de São Paulo, Rio ou Belo Horizonte.

Concerto de abertura do Festival Internacional Sesc de Música 2016 [divulgação]

Sendo uma cidade de porte médio, distante do caos e multiplicidade de uma metrópole, Pelotas oferece um ambiente bastante propício ao festival, e percebe-se um envolvimento e apreço da comunidade pelo evento – evento que por sua vez espalha-se pela cidade: as aulas e concertos acontecem não apenas nos teatros, mas também em igrejas, na Biblioteca Municipal, nas ruas e parques. Na segunda-feira, antes da abertura, pude fazer uma visita a diferentes espaços do festival junto ao diretor artístico do evento, Evandro Matté, e conferir equipe e estudantes a pleno vapor. Além disso, o festival recupera um pouco da tradição cultural do local: a economia do charque propiciou também um rico movimento artístico, e era frequente que companhias de ópera que vinham em turnê para Argentina e Uruguai passassem também por Pelotas, desprezando a capital, Porto Alegre. Não se pode desconsiderar ainda um terceiro fator, que é a movimentação econômica em torno de bares, restaurantes e hotéis por conta do evento.

O clima receptivo da população ao festival pôde ser sentido no cortejo que precedeu o concerto de abertura: músicos percorreram a cidade tocando, enquanto a equipe organizadora distribuía folhetos com a programação aos interessados. Da mesma forma, antes mesmo da abertura, os dois primeiros concertos noturnos já contavam com lotação esgotada. Se é vitorioso pelo engajamento que promove na população, o Festival Internacional Sesc de Música é igualmente um importante instrumento de formação e difusão musical, e um dos principais festivais de música clássica do sul do país.

Assim como o concerto de abertura, será possível conferir o encerramento do evento online, dia 29 a partir das 20h30, no seguinte endereço [clique aqui].

[Camila Frésca viajou a Pelotas a convite da organização do Festival.]





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

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