Banner 468x60
Banner 180x60
Boa noite.
Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 
 
 
Trocas culturais entre Brasil e Holanda (23/3/2009)
Por Camila Frésca

No último dia 17 de março aconteceu em Amsterdã o lançamento do “Cultural Mapping” do Brasil, projeto que envolve uma publicação e uma série de ações voltadas para o intercâmbio cultural entre a Holanda e o Brasil.

Trata-se de uma iniciativa da Sica (Service Centre for International Cultural Activities), entidade criada em 1999 e que trabalha em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e da Educação da Holanda, com o objetivo de coordenar a troca de informação e conhecimento entre setores culturais locais e de outros países. Por sua posição econômica, diversidade cultural e relação histórica com a Holanda – todos aprendemos na escola sobre a colonização holandesa no Nordeste brasileiro durante o século XVII – o Brasil foi o país escolhido para a iniciativa. Aliás, curiosamente, o lançamento aconteceu justamente no prédio onde funcionara a Companhia das Índias Ocidentais.

Nos últimos anos, o Brasil tem despertado frequente interesse internacional por aspectos relacionados a sua cultura. Outra iniciativa que acontece na Holanda, dessa vez na cidade de Rotterdam (e que não tem nada a ver com o “Mapping”), é o “Brazilian Summer”, que durante uma semana, em junho, promoverá atividades como apresentações musicais e uma exposição que, procurando fugir dos clichês habituais, vai focar a cultura urbana de São Paulo.

Para o “Cultural Mapping”, no qual colaborei na área de música erudita ao lado de Claudia Toni, especialistas de diversas áreas como arquitetura, dança, design, literatura, teatro e moda foram convidados a “mapear” sua atividade no Brasil, fazendo um histórico da mesma, apontando as principais entidades e iniciativas da área e sugerindo de que maneiras poderia se estabelecer um intercâmbio entre os dois países.

(Paul Mosterd, diretor da Sica, discursa na abertura do Brazil Cultural Mapping.)

Se em algumas áreas este intercâmbio passaria principalmente por iniciativas comerciais ou se daria por eventos de grande visibilidade, como festivais e exposições, acreditamos que no caso da música a maneira mais eficaz de se produzir uma troca consistente e permanente seria promover o intercâmbio de estudantes e professores.

A Holanda é reconhecida entre nós por sua forte tradição na área de música antiga. Ricardo Kanji e Luís Otávio Santos, dois excelentes músicos brasileiros especializados nesse repertório, estudaram no Conservatório Real de Haya. Projetos duradouros envolvendo a educação, edição e acesso a réplicas de instrumentos antigos, por exemplo, poderiam significar um salto na quantidade e qualidade de execuções de nosso vasto repertório colonial. 

Também o exemplo da Muziekschool Amsterdam e seu método de ensino coletivo seriam ótimas referências para nossas escolas e programas de inclusão social por meio da música que têm surgido nos últimos anos. Além disso, as universidades dos dois países poderiam construir programas de cooperação e pesquisa que visassem não só a performance e a formação de instrumentistas mas também a capacitação de pesquisadores e especialistas.

Não podemos nos esquecer ainda das excelentes orquestras holandesas como a de Rotterdam, a Netherlands Radio Philharmonic e a Concertgebouw – que em enquete promovida ano passado pela revista “Gramophone” com alguns dos mais importantes críticos internacionais foi eleita a melhor orquestra do mundo. Certamente seria um prazer tê-las em nossas salas de concerto, mas por que não termos também seus músicos ministrando cursos em nossos festivais? Todas essas ações se referem à contribuição holandesa para o Brasil; outras tantas iniciativas poderiam ser apontadas para o fluxo inverso.

O texto produzido por cada um dos especialistas do “Cultural Mapping” está sendo reunido numa publicação que deve ser lançada em breve na Holanda. Espera-se que este seja o primeiro passo para o início de uma série efetiva de ações. Na área da música erudita, há um universo pleno de possibilidades a ser desbravado.





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

Mais Textos

O bel canto colorido e expressivo de Javier Camarena Por Irineu Franco Perpetuo (10/8/2017)
Osesp faz belo concerto com programa raro Por Jorge Coli (9/8/2017)
Terceira edição do Festival Vermelhos consolida projeto cultural em Ilhabela Por Camila Frésca (8/8/2017)
Em busca da música Por João Marcos Coelho (28/7/2017)
Neojiba: o exemplo da Bahia para o Brasil Por Irineu Franco Perpetuo (24/7/2017)
Você conhece José Vieira Brandão? Por João Marcos Coelho (12/7/2017)
Campos do Jordão, Salzburg e a economia da cultura Por Nelson Rubens Kunze (12/7/2017)
Rameau em “dreadlocks” Por Jorge Coli (11/7/2017)
Isabelle Faust, Vadim Repin e Julian Rachlin: sobre expectativas, decepções e boas surpresas Por Camila Frésca (5/7/2017)
Encomenda da Osesp mostra Mehmari maduro Por Irineu Franco Perpetuo (3/7/2017)
Fórum apresenta importantes orientações para “endowments” culturais no Brasil Por Nelson Rubens Kunze (10/6/2017)
Filme “Filhos de Bach” marca por sua sensibilidade e delicadeza Por Nelson Rubens Kunze (9/6/2017)
Transformação social e o futuro da música clássica Por Anahi Ravagnani e Leonardo Martinelli (30/5/2017)
Os extras contemporâneos de Isabelle Faust na Sala São Paulo Por João Marcos Coelho (25/5/2017)
Festival Amazonas de Ópera encena ‘Tannhäuser’ e comemora 20ª edição Por Nelson Rubens Kunze (23/5/2017)
Noites memoráveis com Isabelle Faust e Alexander Melnikov Por Camila Frésca (18/5/2017)
Com Faust e Volmer, a Osesp chega à excelência Por Irineu Franco Perpetuo (16/5/2017)
Foi um esplendor, mas... Por Jorge Coli (16/5/2017)
Perdas e danos (Santa Marcelina incorpora Theatro São Pedro) Por Nelson Rubens Kunze (9/5/2017)
Pesquisa do Projeto Guri mostra resultados importantes Por Camila Frésca (3/5/2017)
Diana Damrau, uma artista de mais de 50 tons Por Irineu Franco Perpetuo (2/5/2017)
E Cristian Budu, finalmente, tocou com a Osesp! Por Irineu Franco Perpetuo (21/4/2017)
Olivier Toni Por João Marcos Coelho (20/4/2017)
“Uirapuru”, de Villa-Lobos: algumas considerações no centenário da obra Por Camila Frésca (12/4/2017)
Nasce uma estrela Por Jorge Coli (11/4/2017)
A festa do Concurso Maria Callas: competência e amor à música Por Jorge Coli (4/4/2017)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta “Jenufa”, de Janácek Por Nelson Rubens Kunze (4/4/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Agosto 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
30 31 1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31 1 2
 

 
São Paulo:

24/8/2017 - András Schiff - piano

Rio de Janeiro:
29/8/2017 - Igor Carvalho - clarinete, Rodrigo Herculano - oboé e Carlos Bertão - fagote

Outras Cidades:
29/8/2017 - Belo Horizonte, MG - Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046