Dirigido por Iona Horton e Luisa Barone, curta-metragem de 18 minutos traz depoimentos do mestre arqueiro Christophe Landon, do violoncelista Coleman Itzkoff, da gestora do Parque Nacional do Pau-Brasil, Aline Polli, e do presidente e CEO da Osesp, Marcelo Lopes; filme está disponível no YouTube (assista-o abaixo).
Um novo documentário curta-metragem, The Final Bow (O último arco), dirigido por Iona Horton e Luisa Barone, aborda de forma direta o debate internacional sobre a preservação do pau-brasil e o futuro da fabricação de arcos para instrumentos de cordas. O filme, produzido pela Carsaig Productions, tem 18 minutos de duração e foi rodado em Nova York e na Bahia, explorando desde o cotidiano de um ateliê de arqueiros até a realidade da Mata Atlântica, onde sobrevivem árvores de pau-brasil com mais de 600 anos.
A necessidade da madeira para a confecção de arcos gerou uma batalha internacional no ano passado, quando o governo brasileiro apresentou na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites, na sigla em inglês) a proposta de reclassificar a espécie para o Anexo I. A medida implicaria a proibição quase total do comércio do pau-brasil, inclusive de produtos acabados como arcos – a madeira é considerada essencial para a confecção dos arcos dos instrumentos de cordas. A Cites acabou por manter o pau-brasil listado no Anexo II do tratado, aprovando, contudo, regras mais restritivas para combater o comércio ilegal da madeira.
The Final Bow reúne depoimentos de profissionais diretamente envolvidos na questão: o mestre arqueiro Christophe Landon, o violoncelista Coleman Itzkoff, a gestora do Parque Nacional do Pau Brasil, Aline Polli, e Marcelo Lopes, presidente e CEO da Osesp. Eles discutem os desafios de conservar a madeira sem comprometer a tradição da fabricação de arcos, fundamentais para a prática profissional dos instrumentos de cordas.
O filme também conta com comentários de especialistas como o arqueiro Yung Chin, o pesquisador Daniel Piotto e o botânico William Wayt Thomas, que ajudam a contextualizar o impacto das políticas ambientais e das propostas de restrição ao comércio do pau-brasil. O documentário retrata ainda a reunião híbrida realizada no ano passado na Sala São Paulo, dirigida por Marcelo Lopes e transmitida ao vivo pelo YouTube, com depoimentos, entre outros, de Leandro Magalhães de Silva e Sousa da Divisão de Biodiversidade do Ministério das Relações Exteriores, de Claudia de Mello, do Ibama, e do contrabaixista da Osesp, Jefferson Calaccico (clique aqui para assistir).
O curta já acumula reconhecimento internacional, incluindo a seleção para a coleção inaugural Yahoo Nonfiction Hotlist, o duPont/Judy F. Crichton Award, presença entre os dez melhores curtas do Big Sky Documentary Film Festival e participações em festivais dedicados à música e à conservação ambiental.
Assista abaixo o documentário, que também está disponível no site oficial das diretoras.
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