A XVI Bienal de Música Eletroacústica será realizada entre os dias 1º e 16 de outubro no Sesc Santo Amaro e no Instituto de Artes da Unesp, celebrando os 80 anos do Sesc e os 50 anos da universidade. A programação, que acaba de ser anunciada, inclui concertos, debates e atividades didáticas.
A Bimesp foi criada pelo compositor Flo Menezes à frente do Studio PANaroma de Música Eletroacústica da Unesp. “Certa vez disse John Cage, de modo muito pertinente, criativo e bem-humorado: ‘Happy new ears!’. A Bimesp reforça este convite à escuta experimental, celebrando a radicalidade da composição e a estética dos novos sons e dos novos espaços”, diz Menezes na apresentação da nova edição, da qual é diretor artístico – Alex Buck assina a coordenação do evento.
Estruturada em painéis, a Bimesp promove concertos experimentais com diversos estilos e gêneros da composição eletroacústica: da música dita acusmática (difundida exclusivamente por alto-falantes) à música eletroacústica mista; dos soundscapes (paisagens sonoras) à música computacional (realizada integralmente em sistemas de computação), incluindo obras audiovisuais com interação entre sons e imagens.
No Sesc Santo Amaro, no dia 1º, será realizado um concerto didático com a obra S(c)enario, de Menezes, acompanhadas de palestra do compositor; a peça será interpretada pelo Grupo PIAP de Percussão da Unesp. No dia 2, o Ensemble L’Itinéraire apresenta obras de Aurélio Edler-Copes, Javier Álvarez, Menezes, Michelle Agnes e Marco Suarez Cifuentes; um dia depois, será a vez de peças de Tristan Murail, Alexandros Markeas, Gerard Grisey, Fausto Romitelli e Natasha Barrett.
As demais apresentações acontecem no Instituto de Artes da Unesp.
Nos dias 6, 9, 12 e 15, acontece o Painel do Studio PANaroma, com obras ligadas à trajetória do projeto, escritas entre os anos 1970 e 2026. No dia 6, haverá apresentação do Painel dos Estúdios – Akademie der Künste, de Berlim (dia 6). O Painel Histórico terá edições nos dias 7 e 8. Serão dois painéis dedicados a autores específicos: Georg Katzer (dia 7) e François Bayle (dia 16) – de Bayle, haverá ainda, entre os dias 12 e 15, a Sala de Escuta, com as obras Jeita ou Murmure des eaux e Le Projet Ouïr.
O Painel dos Países terá obras de compositores da Grã-Bretanha (dia 15); o Painel dos Panaromas, com curadoria de Alex Buck, acontece nos dias 12 e 13; o Painel da Música Mista, no dia 14, terá a participação do violoncelista William Teixeira, que também oferece a masterclass Novas poéticas com agentes composicionais no dia 13. Outra masterclass será oferecida por Yann Dubost, contrabaixista do Ensemble L’Itineráire, no dia 30 de setembro.
As obras são apresentadas ao público dentro das mais modernas condições tecnológicas, tendo como arsenal tecnológico o PUTS (PANaroma/Unesp: Teatro Sonoro), a primeira e única orquestra de alto-falantes do Brasil, fundada em 2002 à frente do Studio PANaroma da Unesp em São Paulo por Flo Menezes, com o apoio da Fapesp, e que consiste, com sua configuração atual (cerca de 60 alto-falantes) no mais avançado sistema de difusão eletroacústica da América Latina.
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