Notícias do mundo musical

por Redação CONCERTO 01/10/2018

Banda Sinfônica Jovem do Estado completa 25 anos

A Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo completa este mês 25 anos de atividades. O conjunto faz parte dos grupos de formação e difusão artística da Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim e tem como uma de suas marcas o equilíbrio entre o repertório tradicional e a criação contemporânea, além de arranjos de obras eruditas e peças populares. Para marcar a data, a Banda fará dois concertos sob a regência de sua titular Mônica Giardini, no dia 26, no Masp, e no dia 27, no Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí. Os solos serão de Danilo Valle, que vai interpretar Raise the Roof, para tímpano e banda sinfônica, de Michael Daugherty. O programa tem ainda a transcrição para banda da abertura Treemonisha, de Scott Joplin, feita por Daniel Havens, e a Sinfonia nº 1, O senhor dos anéis, de Johan de Meij. 

[Divulgação / Heloisa Bortz]
[Divulgação / Heloisa Bortz]

“Orquestrando o Brasil” lança novo portal

O Projeto “Orquestrando o Brasil” colocou no ar em setembro seu portal de internet, passo fundamental para a consolidação da iniciativa, idealizada pelo maestro João Carlos Martins. O objetivo é conectar músicos e orquestras espalhadas pelo país, permitindo a eles “liderar um movimento de expansão ou consolidação da atividade musical local”, formando uma grande rede nacional de orquestras sinfônicas, priorizando atendimentos a grupos musicais de municípios carentes. O portal (orquestrandobrasil.com.br) traz diversos conteúdos a respeito da atividade musical e servirá como espaço de troca de experiências e intercâmbios. O “Orquestrando o Brasil” é fruto de uma parceria entre a Fundação Eleazar de Carvalho e a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma expansão do “Orquestrando São Paulo”, projeto que tem a parceria do Sesi-SP e da Fiesp e que, em dois anos, já capacitou mais de 200 regentes.

[Revista CONCERTO / Anthony Kunze]
[Revista CONCERTO / Anthony Kunze]

Cecília Fernandez Conde (1932-2018)

A cena musical brasileira perdeu, no dia 11 de setembro, aos 86 anos, a educadora e compositora Cecilia Conde. Durante décadas ela esteve à frente do Conservatório Brasileiro de Música, onde foi responsável pela criação do curso de musicologia e da pós-graduação, além de ter participado de diversos projetos de incentivo à produção musical no país. Como compositora, escreveu trilhas para dezenas de espetáculos teatrais e cinco filmes, entre elas montagens marcantes do Teatro Ipanema. Ela ocupava a cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Música, que havia sido de Bidu Sayão. Em entrevista ao Projeto Tear, ela relembrou a luta pela educação musical: “A educação desvinculada da arte não marca, não dá o insight. A arte permite você estar aberto a outras formas de pensar e de sentir. Você trabalha com a inteligência sensível. Não é só lazer e entretenimento. Ela é realmente a vida. A arte é você estar respirando”. 

[Leia também o texto de Luciana Medeiros sobre Cecilia Conde no Site CONCERTO: www.concerto.com.br/textos.] 


II Simpósio reúne mulheres regentes 

O Teatro Solís, de Montevidéu, vai abrigar entre os dias 19 e 21 de outubro a segunda edição do Simpósio Mulheres Regentes, capitaneado pela maestrina brasileira Ligia Amadio, titular da Orquestra Sinfônica de Montevidéu. A primeira edição do evento foi realizada em 2016 na Praça das Artes, em São Paulo, com a participação de dezenas de artistas, como Marin Alsop, Erika Hindrikson, Vania Pajares, Claudia Feres e Valentina Peleggi, e gestoras como Claudia Toni.

O objetivo do seminário é “criar um espaço de permanente reflexão sobre a atuação da mulher regente no cenário profissional da música clássica no Brasil e nos países latino-americanos e refletir sobre mecanismos para que as regentes mulheres tenham as mesmas oportunidades que seus colegas”.


No Rio, Ópera na Tela vai exibir 12 óperas

O Festival Ópera na Tela realiza, entre os dias 27 de outubro e 8 de novembro, sua quarta edição, exibindo doze produções de ópera de diversos teatros do mundo no Parque Lage, no Rio de Janeiro. Entre os destaques da programação estão Don Giovanni, de Mozart, encenado no Teatro dos Estados de Praga com regência de Plácido Domingo; Tristão e Isolda, de Wagner, na versão apresentada este ano no Festival de Bayreuth, na Alemanha; e La bohème, de Puccini, em uma controversa concepção de Claus Guth para a Ópera de Paris ambientada no espaço, com o tenor brasileiro Atalla Ayan como Rodolfo. Após as apresentações no Rio de Janeiro, o festival segue com exibições em cinemas de 20 cidades brasileiras até o segundo semestre de 2019. Mais informações podem ser obtidas no site www.operanatela.com.


Semana do Cravo chega à 15ª edição

A XV Semana do Cravo, idealizada e dirigida por Marcelo Fagerlande, acontece no Rio de Janeiro nos dias 29, 30 e 31 de outubro. O evento oferece recitais e mesas-redondas sobre diversos aspectos que envolvem o instrumento, como pesquisa, história, ensino, inserção no mercado e preservação, entre outros. Na edição deste ano, serão debatidos os temas: Quinze anos da Semana do Cravo: retrospectiva e futuro; O cravo brasileiro no século XX e XXI e suas vertentes na música de concerto e na música popular; Os 350 anos de nascimento de François Couperin; e J.S. Bach: o piano, o cravo, o clavicórdio e o fortepiano. O evento contará com a participação de artistas como os cravistas Helena Jank, Rosana Lanzelotte, Ana Cecilia Tavares e Pedro Persone; o pianista Jean Louis Steuerman, que tratará de suas soluções pianísticas para a obra de Bach; e vai receber da França dois membros do Centro de Música Barroca de Versalhes, Benoit Dratwicki e Julien Dubruque. A programação acontece no prédio da Escola de Música da UFRJ.


Gramophone premia os melhores da indústria fonográfica

A revista inglesa Gramophone divulgou em setembro os vencedores da edição deste ano de seu Gramophone Awards, mais importante premiação do mercado fonográfico internacional. O prêmio pelo conjunto da carreira foi dado a Neeme Järvi, maestro celebrado por orquestras de todo o mundo pela “capacidade de extrair o que há de melhor em cada um dos músicos” (leia matéria sobre o artista na seção Gramophone desta edição, na página 20). A violinista Rachel Podger, que lançou recentemente uma elogiada versão das Quatro estações de Vivaldi, foi escolhida a Artista do Ano, enquanto o registro de Les troyens, ópera de Hector Berlioz, regido por John Nelson e com Joyce DiDonato no elenco, ficou com o prêmio de Gravação do Ano (capa ao lado). A Orquestra de Seattle foi escolhida Orquestra do Ano e a soprano norueguesa Lise Davidsen ficou com o prêmio Revelação. O selo do ano foi o Harmonia Mundi, que completa seis décadas de atividades em 2018. 
O melhor CD orquestral foi o dedicado a Ravel pelo conjunto Les Siècles e o maestro François-Xavier Roth. Na categoria de câmara, venceu o Quarteto Pavel Haas, por gravações de obras de Dvorák. Entre os corais, venceu o Coro de Câmara da Filarmônica Estoniana (obras de Pärt e Schnittke). Christian Tetzlaff ficou com troféu na categoria Concertos, pelo registro dos concertos de Bartók (leia mais sobre o CD na seção Lançamentos, na página 48). O trabalho do Quarteto Arditti e da Filarmônica da Rádio France com obras de Dusapin rendeu aos grupos o prêmio Contemporâneo. Já na Música antiga, venceu o disco Music from the Peterhouse Partbooks, do conjunto Blue Heron. O pianista Arcadi Volodos, com obras de Brahms, venceu na categoria Instrumental. E, na música vocal, o prêmio foi entregue a Marianne Crebassa. Leia mais sobre a premiação no site www.gramophone.co.uk