Orquestra Filarmônica de Minas Gerais anuncia temporada para 2019

por Redação CONCERTO 01/11/2018

Grupo fará 33 programas com repertório amplo e grandes solistas convidados

Com 33 programas diferentes e 57 concertos, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais inaugura sua temporada 2019 no dia 14 de fevereiro, quando o maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular, rege a Sinfonia nº 1, Titã, de Mahler.

A programação inclui um grande time de solistas e maestros convidados, com um repertório amplo, que celebra algumas efemérides importantes, como os 100 anos de Claudio Santoro, os 150 anos da morte de Berlioz e os 80 anos de Marlos Nobre.

A música brasileira tem destaque na agenda do grupo. De Santoro, por exemplo, serão interpretadas a Brasiliana, o Canto de amor e paz e o Concerto para piano e orquestra nº 1, com solos do pianista brasileiro Aleyson Scopel.

Villa-Lobos também aparece com destaque, com A Floresta do Amazonas (com a soprano Carla Cottini e Mechetti), o Magnificat Aleluia e as Bachianas Brasileiras nº 8 (Mechetti). O mesmo vale para Almeida Prado, com Aurora e o Concerto para piano nº 1 (com Mechetti e a pianista Sonia Rubinsky, que fará duas semanas de apresentações com o grupo).

Ainda na música brasileira, acontecem a estreia mundial de Memória do cardume, de Martim Butcher (Mechetti), e apresentações de peças como Tributo a Portinari, de Guarnieri, Vereda, de Marisa Rezende, e da Fantasia Tarumã, escrita pelo compositor João Guilherme Ripper para o pianista Jean Louis Steuerman.

Vadim Gluzman [Divulgação / Marco Borggreve]
Vadim Gluzman [Divulgação / Marco Borggreve]

A temporada 2019 mantém a tendência dos últimos anos, nos quais a filarmônica tem revisitado obras icônicas do repertório sem abrir mão de uma investigação que leva à apresentação de peças menos conhecidos. A homenagem a Berlioz é um bom exemplo. Mais conhecido pela sua Sinfonia fantástica, o compositor terá um leque amplo de partituras executadas, incluindo trechos da ópera Os troianos (Mechetti), Haroldo na Itália (com solos do violista brasileiro radicado na Europa Rafael Altino) e o drama Cleópatra, que será ouvido na voz da grande soprano brasileira Eliane Coelho.

A lista de solistas da temporada começa, no primeiro semestre, com o violoncelista Asier Polo, que toca o Concerto para violoncelo, de Dvorák. O pianista Barry Douglas, por sua vez, vai interpretar o Concerto nº 20, de Mozart. Filho do maestro Daniel Barenboim, o violinista Michael Barenboim será o solista no Concerto para violino, de Glazunov. Vladimir Feltsman, pianista, toca o Concerto de Grieg sob regência de Marcos Arakaki

O interessante Concerto para violoncelo e orquestra de sopros, de Friedrich Gulda, será interpretado por Maja Bogdanovich e a harpista Clémence Boinot fará programa duplo, com obras de Pierné e Ravel, regida pelo maestro Marcelo Lehninger, nome da nova geração de regentes brasileiros, atualmente radicado nos Estados Unidos.

O segundo semestre é marcado pela presença de estrelas do violino atual: Augustin Hadelich, com o Concerto nº 1, de Britten; Pinchas Zukerman, que rege e toca no Concerto para violino, de Beethoven; e Vadim Gluzman, solista do Concerto para violino nº 2, de Shostakovich. O pianista Arnaldo Cohen vai interpretar duas peças: o Concerto nº 17, de Mozart, e a Rhapsody in blue, de Gershwin. E, uma semana depois, Antonio Meneses leva a Belo Horizonte o Concerto para violoncelo, de Marlos Nobre, encomenda da orquestra em consórcio com outras instituições, como a Osesp e a Fundação Gulbenkian.

De volta ao piano, três programas jogam luz na criação do início do século XX, de resto muito bem representada ao longo do ano. Lucas Thomazinho vai interpretar o Concerto nº 2, de Bartók, regido pelo maestro Henrik Schaefer; Joyce Yang será a solista no Concerto nº 3, de Prokofiev (em um programa que tem ainda as Metaboles de Dutilleux, com Mechetti); e Fabio Martino toca o Concerto nº 1, de Rachmaninov, também sob regência de Fabio Mechetti.

Olli Mustonen, pianista, compositor e regente finlandês, cuja atuação como autor se propõe, em suas palavras, a unir as pontes entre todo o repertório, do barroco ao minimalismo, fará um concerto como regente e solista, interpretando o seu Tríptico e a Sinfonia nº 5, de Sibelius. O trompetista Pacho Flores, sob regência de Josep Caballé-Domenech, toca obras de Haydn e Christian Lindberg.

Além da série de assinaturas, a filarmônica mantém em 2019 a série Fora de Série, que vai explorar a relação da música com outras artes e áreas do conhecimento, como a dança (com trechos para balés), o teatro (com música escrita para peças), cinema (com Marcos Arakaki regendo trilhas de  grandes autores), natureza (com obras de Puccini e Respighi, entre outros), mitologia (com destaque para Beethoven e Debussy), história (música inspirada em episódios reais), espiritualidade (com os Salmos de Chichester, de Bernstein) e literatura (com obras inspiradas em grandes clássicos). 

Clique aqui para ver a temporada completa 2019 da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.


ASSINATURAS
Renovação de assinaturas
: de 8 a 20/11; Renovação com trocas: de 21 a 30/11; Novas assinaturas: 3/12 a 26/1/2019
Séries Allegro, Vivace, Presto e Veloce (12 concertos cada): de R$ 530 a R$ 1.224
Série Fora de Série (9 concertos): de R$ 421 a R$ 972
Pacotes com 24 concertos: de R$ 998 a R$ 2.304
Vendas e informações: tel. (31) 3219-9009 – www.filarmonica.art.br