João Carlos Martins rege 'Nona sinfonia' de Beethoven na Sala São Paulo

por Redação CONCERTO 30/07/2026

Na terça-feira, 4, a Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, a Orquestra Bachiana Jovem Sesi-SP, a Orquestra Bachiana Senior Sesi-SP e o Coral Uniopera interpretam a Sinfonia nº 9 de Beethoven, na Sala São Paulo. Além da regência de João Carlos Martins, a orquestra conta com a participação conjunta do maestro Edson Beltrami.

João Carlos Martins é um importante regente brasileiro. Como pianista, foi reconhecido por suas interpretações da obra de Bach, até que problemas de saúde e lesões impedissem a continuidade da carreira e motivaram a migração à regência. Atualmente, é diretor artístico da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, uma parceria entre o SESI-SP e a Fundação Bachiana, também idealizada pelo maestro.

O repertório escolhido para o concerto é um dos divisores de águas da música orquestral. Composta entre 1822 e 1823, a Sinfonia nº 9 de Beethoven conta com mais de uma hora de duração, extensão superior às sinfonias de Haydn e Mozart, referências no gênero à época. Além disso, a peça inova por incorporar o coro e os solistas ao quarto e último movimento, conhecido pelos versos  do poema Ode à Alegria, de Friedrich Schiller.

A estreia da obra ocorreu em 1824 e contou com o próprio compositor na regência. “A surdez absoluta, porém, obrigou o spalla a secundá-lo discretamente, para que a orquestra não se perdesse. Apesar das reações da crítica conservadora, que se espantou com a forma pouco comum da obra, ela fez sucesso desde o início. E em breve transformou-se numa das peças mais amadas pelos músicos e o público do mundo inteiro.”, escreve Lauro Machado Coelho na edição de março de 1997 da Revista CONCERTO. Para saber mais, acesse o Acervo Concerto [clique aqui; acesso exclusivo para assinantes].

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João Carlos Martins [Divulgação/Ale Catan]
João Carlos Martins [Divulgação/Ale Catan]

 

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