Municipal do Rio apresenta obras de Guerra-Peixe e Radamés Gnattali

por Redação CONCERTO 15/06/2026

Beleza, orgulho e soberania – assim o regente titular do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Felipe Prazeres, define o conceito central do programa da série Música Brasileira em Foco, que tem apresentação nessa quarta, 17 de junho. “Essa é uma das séries mais queridas dos nossos corpos artísticos”, garante o maestro. 

A primeira parte do programa é dedicada a Guerra-Peixe, com Museu da Inconfidência e o Concertino para violino e orquestra de câmara, interpretado pelo violinista Ricardo Amado. “Museu da Inconfidência traz memória cultural, crítica social, relevante sempre mas, principalmente, num momento em que a gente está vivendo questões de soberania.”

O poema sinfônico de 1972, com quatro movimentos, faz um passeio pelo museu mineiro na evocação de objetos do período; é representante tardia da fase nacionalista do compositor, muito estudada por sua percussão. “A peça fala um pouco, claro, do espaço físico do próprio museu em Ouro Preto, mas, obviamente, tudo o que está na Inconfidência Mineira.” 

Para fechar a primeira parte, o Concertino para violino, com Ricardo Amado como solista, uma performance do “violino como os ritmos nordestinos tão queridos do público”. A peça foi dedicada ao violinista Cussy de Almeida e à Orquestra Armorial de Câmara de Pernambuco.

Em 2026, celebram-se os 120 anos de nascimento do gaúcho Radamés Gnattali e o programa segue com a sua Brasiliana nº 1, de 1944, para grande orquestra, uma versão pouco apresentada: “uma espécie de um mosaico da música brasileira”, diz Prazeres. “Começa com temas infantis, depois algo mais seresteiro, mais cantável, e vai também para o Nordeste, que tem grandes riquezas rítmicas.”  Radamés, um dos mais importantes compositores brasileiros, “mostra aqui seu empenho em combinar a música popular, o folclore e o clássico”. 

“A produção brasileira é pouco divulgada ainda, perante as grandes obras dos compositores consagrados na história da música universal”, considera Felipe Prazeres. “Temos muito orgulho de mostrar ao público a nossa obra e de trazer para o palco a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, que quase sempre está no fosso”, conclui.

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O maestro Felipe Prazeres [Divulgação]
O maestro Felipe Prazeres [Divulgação]

 

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