Na terça-feira, 28,no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta a Sinfonia nº 9, de Mahler, sob regência de Cláudio Cruz. O programa será repetido no dia 1, no Teatro João Caetano.
A Sinfonia nº 9 foi a última obra completa do compositor austríaco e surgiu após turbulências em sua carreira e vida pessoal. Em 1907, Mahler foi pressionado pela imprensa e pelo antissemitismo da época a deixar a direção da Ópera de Viena. Além disso, lidou com o luto pelo falecimento de sua filha e com o diagnóstico de uma doença cardíaca congênita. Pouco tempo depois, em 1909, finalizou a sinfonia de quatro movimentos, que estreou em 1912, um ano após sua morte.
Por conta disso, o significado da obra é objeto de discussão entre especialistas. Enquanto o crítico Paul Bekker e o maestro Bruno Walter, amigo de Mahler, interpretaram a sinfonia como uma alegoria da aproximação da morte, outros compreendem que a peça representa a despedida do romantismo, em um mundo que caminha rumo à modernidade. Para saber mais, acesse o texto de João Luiz Sampaio no Acervo CONCERTO [clique aqui; acesso exclusivo para assinantes].
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