Publicação contou com mais de 90 entrevistas, pesquisa documental e depoimentos de músicos, maestros e gestores para registrar a trajetória da OSP desde sua criação, em 1985
A história das primeiras quatro décadas da Orquestra Sinfônica do Paraná virou livro. A publicação de mais de 330 páginas, em papel couchê e fartamente ilustrada com fotos, reúne pesquisa histórica, entrevistas e documentos que retratam a trajetória de um dos principais conjuntos sinfônicos do país.
A publicação foi desenvolvida ao longo de um ano de trabalho colaborativo, com edição, pesquisa e entrevistas de Alvaro Collaço, pesquisas, entrevistas e texto final de Joanita Ramos, projeto gráfico de Adalberto Camargo e revisão de Luciana Clausen.
Segundo o maestro titular e diretor musical da OSP, Roberto Tibiriçá, o livro simboliza o reconhecimento da trajetória construída pela orquestra. “O livro vem justamente coroar esses anos todos de glória e êxito, me sinto muito orgulhoso de estar participando deste momento”, afirma.
A secretária de Estado da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, destaca o papel cultural e social da instituição. “A orquestra é um organismo vivo, uma referência de excelência e acesso à cultura no Paraná e no mundo. Trazer nesta obra toda memória dos 40 anos é celebrar a potência transformadora deste corpo artístico fundamental para a nossa cultura”, diz.
A escritora Joanita Ramos ressalta que o processo de elaboração do livro revelou o caráter democrático da orquestra e sua ligação com projetos de formação musical. “Não foi fácil resumir em um primeiro livro uma trajetória riquíssima, como é a da Orquestra Sinfônica paranaense. O que mais me chamou atenção foi o compromisso democrático que a Orquestra assumiu desde o princípio”, comenta.
Além da pesquisa em arquivos e jornais, o projeto contou com mais de 90 entrevistas. Para Alvaro Collaço, um dos pontos centrais da obra foi registrar os relatos dos músicos que integraram a OSP ao longo das décadas. Segundo ele, o livro aborda desde o movimento que antecedeu a criação da orquestra em Curitiba, o primeiro concerto oficial a atuação dos diferentes maestros que passaram pelo grupo até a atualidade.
O diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, Aldice Lopes, define a publicação como um legado para a cultura paranaense. “Mais ainda que um legado, é defender o dever democrático de um Estado em oferecer trabalho e condições dignas para músicos que retribuem ano após ano, com o profundo conhecimento de sua arte”, afirma.
Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná foi fundada por iniciativa de profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura Fernando Ghignone. O primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos. Na época, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.
Ao longo de sua história, a OSP teve como diretores, além de Bocchino e Colarusso (1985-1998), os maestros Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020). Desde 2022, o maestro Roberto Tibiriçá é o regente titular e diretor musical do grupo.
Ao longo de quatro décadas, a OSP realizou mais de mil apresentações, em que interpretou um repertório de mais 900 obras, de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser.
[A distribuição do livro é gratuita. Interessados podem retirar seus exemplares presencialmente na entrada administrativa do Centro Cultural Teatro Guaíra, situada na Rua XV de Novembro, 971, Centro – Curitiba, PR, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.]
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