Theatro Municipal de São Paulo altera programação e cancela óperas

por Redação CONCERTO 18/08/2026

O Theatro Municipal de São Paulo cancelou a double bill com a ópera de Jocy de Oliveira e Édipo Rei, de Stravinsky, marcada para o final de outubro, e a nova produção de Andrea de Chenier, de Giordano – esta última será substituída pela remontagem de Os pescadores de pérolas, de Bizet, em dezembro, com direção de João Malatian.

Segundo o comunicado oficial distribuído pelo Instituto Baccarelli, responsável pela gestão do Municipal desde junho, em substituição à Sustenidos, “em razão da transição de gestão, ocorrida em junho de 2026, foi necessário realizar uma adequação da programação de óperas previstas para o segundo semestre do mesmo ano, de forma a compatibilizá-la com as metas e diretrizes estabelecidas no atual contrato de gestão”. 

No lugar da double bill, serão realizados três concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal. O primeiro terá o Réquiem de Verdi, nos dias 23 e 24 de outubro, sob regência de Fabio Mechetti, em seu primeiro concerto na casa como diretor musical.

Nos dias 30 e 31 de outubro, será apresentado o concerto Schubert e Mahler, sob regência de Roberto Minczuk. E, nos dias 6 e 7 de novembro, também com Minczuk, será apresentado o concerto Morais e Tchaikovsky. 

Concerto da Orquestra Sinfônica Municipal no Theatro Municipal de São Paulo [Divulgação]
Concerto da Orquestra Sinfônica Municipal no Theatro Municipal de São Paulo [Divulgação]

 

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Comentários

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Uma casa de ópera que tem dois maestros que não são maestros de ópera, agora com uma programação baseada em obras sinfônicas. 👏🏽

A gestão já começou com a mudança na equipe de Tristão e Isolda.

Agora, promove cancelamentos e troca criações novas por repetecos...

E o diretor do Theatro é um fulano que gosta de se deixar fotografar com fuzis ao lado dos amigos... Pobre Municipal...

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O cancelamento da programação é profundamente lamentável e irresponsável. Um desrespeito ao público e, especialmente ao assinante da temporada de óperas. A troca de óperas por programação sinfônica é ridícula! Começaram do pior jeito, mostrando a todos a falta de profissionalismo

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Eu achei péssima essa alteração, desrespeitoso com o público.
Substituir ópera por concertos, sem noção alguma. Até assistiria de bom grado o Réquiem do Verdi, mas no dia 07/11 sobrou pra mim uma programação vaga de um tal de Morais (que desconheço) um Tchaikovsky também vago, sem indicação de programa. Muito ruim! É o que se diz no popular: feito nas coxas!

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Fui ver a programação do dia 07/11. A tentativa de manter um diálogo de um compositor brasileiro com um russo foi bem ruim! Tiraram duas óperas numa "Casa de Ópera" do programa anual por dois concertos que juntos são executados em 60 minutos! Pra ouvir concerto prefiro a Sala São Paulo!!! E é um programa bem batido a sinfonia n. 4 do Tchaikovsky... Vão dizer com cinismo que está mantido um programa com um brasileiro e um russo: GATO POR LEBRE!

O nome de todo esse mal feito é Ricardo Nunes, o senhor Alcaide da cidade de São Paulo que vive de destruir a Cultura.

Essa gestão do Theatro Municipal não tem experiência para gerir uma casa de ópera!
Estão tratando os funcionários que ficaram com não de ferro e cortando verba em tudo, inclusive coisas fundamentais.
Aprovaram um orçamento que não cobre os gastos e agora tem que cancelar operas e mais um monte de coisa. É lamentável mas infelizmente enquanto estiverem gerindo o Theatro a pior notícia sempre será a próxima.

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É simplesmente impressionante o desrespeito dessa gestão não só em relação ao público, mas à propria Jocy. Uma compositora que é um alicerce da nossa música eletrônica e que merecia todo o louvor por seu trabalho. Além do que, quantas mulheres compositoras ja tiverem seu trabalho exposto no palco do municipal? Pouquíssimas, de se contar nos dedos de uma mão.

Como já mencionaram, Ricardo Nunes botou um facista na gestão pra destruir qualquer manifestação cultural que não siga a agenda da extrema direita, é vergonhoso e uma perda gigante pra todos nós.

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O cancelamento da programação de óperas prevista para o segundo semestre de 2026 no Theatro Municipal de São Paulo causa profunda preocupação e merece reflexão e manifestação. Segundo o comunicado do Instituto Baccarelli, responsável pela gestão do teatro atualmente, a alteração decorre da necessidade de adequação da programação às "metas e diretrizes" do atual contrato de gestão, sem esclarecimentos acerca dos critérios que justificam as alterações.
Entre as obras retiradas da programação está a ópera de Jocy de Oliveira, que seria apresentada em double bill com Édipo Rei, de Igor Stravinsky, no final de outubro. A substituição dessa programação por três concertos sinfônicos não pode ser compreendida apenas como uma questão administrativa ou de adequação de calendário. A decisão atinge diretamente a diversidade, a contemporaneidade e a representatividade da criação operística brasileira, e constitui descaso e desrespeito tanto com a artista quanto com o público.
A obra de Jocy de Oliveira ocupa um lugar singular na música brasileira e internacional. Com uma trajetória dedicada à criação musical, à ópera e à experimentação artística, Jocy construiu, ao longo de décadas, uma produção que desafia convenções e amplia os limites da linguagem operística. Retirar sua obra de uma programação já anunciada significa interromper a realização de um projeto artístico, além de retirar do público a possibilidade de conhecer uma produção da música brasileira contemporânea. E não se trata de uma obra ou de uma compositora de importância circunstancial, mas de uma presença histórica da criação musical do país.
Outro ponto: concerto sinfônico não é e não substitui ópera. São gêneros distintos, com linguagens, estruturas, artistas e experiências cênicas diferentes. Quem compra ingresso para uma ópera faz uma escolha específica. Uma mudança de gestão não pode transformar o público em mero destinatário de decisões já tomadas, nem tornar equivalente aquilo que, artisticamente, não é equivalente.

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