Na quinta-feira, 13, em Belo Horizonte, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e o Coro da Osesp interpretam a Missa de réquiem, de Verdi. Na Sala Minas Gerais, Fabio Mechetti rege a orquestra e recebe a soprano Camila Provenzale, a mezzosoprano Ana Lúcia Benedetti, o tenor Giovanni Tristacci e o baixo-barítono Hernán Iturralde. O programa se repete na sexta-feira, 14. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da orquestra no YouTube.
A peça também será apresentada em São Paulo entre os dias 20 e 22 de agosto. Na Sala São Paulo, Andrew Litton rege a Osesp, o Coro da Osesp e o Coro Lírico Municipal de São Paulo. O time de solistas conta com a soprano Guanqun Yu, a mezzosoprano Luisa Francesconi, o tenor Joshua Blue e o baixo Peixin Chen. Em Porto alegre, a Ospa interpreta a obra no dia 12 de setembro.
Os 125 anos da morte do compositor italiano são homenageados com uma de suas obras mais emblemáticas. Verdi compôs a Missa de Réquiem entre 1873 e 1874 e, diferente de outras obras do gênero, não escreveu a obra em referência ao próprio falecimento. A peça é dedicada à memória poeta italiano Alessandro Manzoni, figura culturalmente marcante na Unificação italiana no século XIX.
A natureza do Réquiem contrasta com as convicções de Verdi. Mesmo definido por seus familiares como “incrédulo”, ele escolheu a música litúrgica para eternizar Manzoni. Por outro lado, sua escrita carrega no drama e foge aos moldes convencionais. Com sete movimentos, a obra tornou-se popular graças ao Dies irae, que utiliza o coro e a orquestra em um texto que descreve o Dia do Juízo Final.
“O que diferencia o Réquiem de Verdi é justamente o modo como ele aplica sua linguagem operística à peça. É uma obra dramática na forma como interpreta um texto que, por si só, já é também dramático. O Dia do Juízo Final, as trombetas que soarão nesse momento, são elementos que inspiram uma imaginação facilmente adaptável ao mundo da ópera. São imagens poderosas que nascem do texto”, observa Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Filarmônica de Minas Gerais, em entrevista à Revista CONCERTO [clique aqui; acesso exclusivo para assinantes].
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