Orquestra Furiosa Portátil recupera choros de Guerra-Peixe

por Redação CONCERTO 21/09/2026

Na quarta-feira, 23, e na quinta-feira, 24, a Orquestra Furiosa Portátil homenageia Guerra-Peixe na Casa do Choro, no Rio de Janeiro. Sob regência de Pedro Aragão, os músicos tocam os choros Tereré, Rabo de galo, Desculpe, foi engano, Inclemência, Sátira, Deu-se a melodia e Vampiro Moderno, e interpretam outras peças do compositor.

Guerra-Peixe foi um dos nomes centrais da música brasileira no século XX. Entre 1944 e 1948, foi aluno de Koellreutter e a fase inicial de suas composições foi marcada pelo dodecafonismo. No final da década de 1940, no entanto, abandonou a técnica do mestre e se dedicou à pesquisa folclórica e à música do Nordeste brasileiro, para onde se mudou. Visitou também o interior paulista, onde coletou jongos, sambas, cateretês, cururus, folias de reis, congadas e modas.

“Segundo a pesquisadora Ana Cláudia de Assis, essa mudança de orientação pode ser atribuída à insatisfação do compositor com o valor social de sua música dodecafônica, bem como à convivência com diferentes manifestações musicais nordestinas durante o período em que trabalhou na Rádio Nacional do Comércio do Recife, entre 1949 e 1952”, pontua Camila Fresca, em texto publicado na Revista CONCERTO. 

Os choros atravessam diferentes décadas da obra do compositor. Sátira e Desculpe, foi engano são de 1943, enquanto Vampiro moderno é de 1958. Diferentes do choro tradicional, as composições incorporam instrumentos de banda, como saxofones, trompetes e trombones. O repertório inclui ainda três dos dez Prelúdios Tropicais, compostos originalmente para piano e arranjados por Marcílio Lopes, que foi aluno de Guerra-Peixe, para a Furiosa Portátil.

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Orquestra Furiosa Portátil [Divulgação/Paulo Aragão]
Orquestra Furiosa Portátil [Divulgação/Paulo Aragão]

 

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