Programação começa em março, com José Soares regendo o grupo em obras de Edino Krieger e Villa-Lobos
A Orquestra Sinfônica Brasileira anunciou sua temporada do primeiro semestre, com curadoria do compositor João Guilherme Ripper, em conjunto com a Fundação OSB e a Comissão dos Músicos da OSB. Ao longo do ano, a orquestra fará apresentações em diferentes palcos, com séries como a Mundo, os Concertos para a Juventude, Músicos da OSB e OSB Encena.
Em 2026, a programação artística tem a curadoria do compositor João Guilherme Ripper e foi desenhada de maneira coletiva, em parceria com a direção da FOSB e com a Comissão dos Músicos da OSB. "A programação é resultado de um processo coletivo, baseado no diálogo entre diferentes áreas e olhares. A curadoria do João Guilherme Ripper potencializa esse trabalho conjunto, trazendo sua experiência como compositor e gestor para aprofundar o conceito da temporada e ampliar as conexões entre as obras, seus contextos e o público”, diz a vice-presidente e CEO da Fundação OSB, Ana Flávia Cabral Souza Leite.
Segundo Ripper, a proposta é “oferecer ao público uma experiência de audição mais rica e contextualizada, em que música, tempo histórico e processos criativos dialogam entre si”. "Acredito que toda obra artística seja indissociável das circunstâncias que envolvem sua criação, incluindo o conjunto de fatores que determinaram as escolhas do compositor, o período no qual viveu e o local onde escreveu sua música. Compositores também podem buscar pontualmente em outras artes a motivação para compor. Temos, por exemplo, a forte presença da literatura no repertório romântico alemão, das canções de Schubert aos poemas sinfônicos de Liszt, e das artes visuais no Impressionismo francês de Debussy”, diz Ripper. Haverá um momento de bate-papo com o público antes de cada apresentação.
A OSB abre a temporada no dia 9 de março, no Theatro Municipal de Rio de Janeiro, com o maestro José Soares comandando o grupo na Abertura brasileira, de Edino Krieger, e na Sinfonia nº 2 – Ascensão, de Villa-Lobos, tocada pela orquestra pela última vez nos anos 1940, sob regência do próprio compositor.
Nos dias 14 e 15, na Sala Cecília Meireles, Simone Menezes rege o programa Mulheres na Música, com obras de Joan Tower (Fanfarra para uma mulher incomum), Juliana Ripke (Quebra-molas), Claudia Montero (Concerto para violino, com solos de Ana de Oliveira) e Louise Farrenc (Sinfonia nº 3). Ainda em março, nos dias 21 e 22, também na Sala, o grupo de cordas e percussão da OSB toca, com regência de Neil Thomson, Cinq Danses Dogoriennes, de Étienne Perruchon; o Concerto para cordas e percussão, de Camargo Guarnieri; e Música para cordas, celesta e percussão, de Bartók.
A OSB abre o mês de abril, nos dias 10 e 11, com um Concerto de Páscoa na Igreja de São Francisco de Paula. A regência é de Fernando Cordella, com solos da soprano Carolina Morel e da mezzo soprano Lara Cavalcanti. O programa tem o Stabat Mater de Pergolesi e o Concerto de Brandemburgo nº 5, de Bach. No dia 19, no Teatro Carlos Gomes, Daniel Guedes rege um programa da série Concertos para a Juventude, com obras de Leopold Mozart e Mozart.
Maio começa também com um programa dos Concertos para a Juventude, no dia 17, batizado de Os Pequenos Fanny e Felix Mendelssohn, com regência de Matheus Carneiro. No dia 29, no Teatro Odylo Costa Filho, na UERJ, e no dia 30, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, haverá concerto da Série Mundo Espanha, com Francisco Valero-Terribas regendo obras de Turina (La procesión del Rocío), Miguel Ortega (Romance de l aluna), Borja Mariño (Vaqueros en Nueva York) e Radamés Gnattali (Brasiliana nº 3). As peças de Ortega e Mariño, baseadas em textos de Federico Garcia Lorca, terão a soprano Gabriella Pace com solista.
No dia 14 de junho, Daniel Guedes volta para mais uma apresentação dos Concertos para Juventude, com O Pequeno Bach, dedicada a obras do compositor. Já nos dias 22 e 23, no Sala Cecília Meireles, Javier Logioia rege concertos da Série Mundo Portugal, com a soprano Carla Caramujo como solista e obras de Mario Tavares (Abertura folclórica), Ronaldo Miranda (Cantares), Alexandre Delgado (Vida e milagres de Dona Isabel) e Joly Braga Santos (Sinfonia nº 3).
Segundo semestre
A temporada do segundo semestre, ainda não anunciada inteiramente, terá a Sinfonia nº 9 de Mahler com Claudio Cruz; um programa dedicado a Strauss, com José Soares, Fabio Martino e peças como a Burlesque e os poemas sinfônicos Don Juan e Assim falou Zarathustra.
Em outubro, a orquestra apresentará o Festival Brahms-Schumann, um mergulho na obra dos dos dois autores, com peças como o Concerto para piano e a Sinfonia n° 4, de Schumann, e o Concerto duplo para violino e violoncelo e as sinfonias n° 2 e n° 4 de Brahms. Entre os artistas convidados do ano estão ainda Jhoanna Sierralta, André Cardoso, Natália Larangeira, Stefan Geiger, Roberto Tibiriçá e Anderson Alves.
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