Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Paulistano tocam obras de Bach, Boulanger, Poulenc e Shaw

por Redação CONCERTO 24/07/2026

Na sexta-feira, 24, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano se apresentam no Theatro Municipal de São Paulo. Sob regência de Maíra Ferreira, a orquestra executa a cantata Wachet auf, ruft uns die stimme BWV 140, de Bach. Obras de Caroline Shaw, Lili Boulanger e Francis Poulenc completam o programa. A apresentação ocorre novamente no sábado, 25.

O coro abre o programa com In the Swallow, de Caroline Shaw. Ganhadora do Prêmio Pulitzer Prize for Music em 2013, aos 30 anos, a compositora transita entre gêneros musicais e acumula parcerias com diferentes artistas, com destaque para orquestras como a Filarmônica de Nova York e ícones da música pop, como Rosalía.

A cantata Wachet auf, ruft uns die stimme BWV 140 (Despertai, uma voz nos chama), de Bach, é um dos destaques do concerto. Composta em 1731, a obra é uma das mais conhecidas do gênero e faz referência à parábola bíblica das dez virgens, que acendem suas lâmpadas e aguardam a noite toda pela chegada do noivo. Presente no Evangelho de Mateus, a história simboliza a vigilância dos fiéis até o retorno de Cristo. A relação fica evidente no quarto e no sexto movimentos, em que o baixo e o soprano representam o diálogo entre Jesus e a alma do fiel.

A segunda metade do concerto conta com obras de Lili Boulanger e Francis Poulenc. Dele, Figure humaine (Figura humana), de 1943, retrata a resistência às atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Estruturada para dois corais, a obra de oito movimentos finaliza com Liberté, versão musicada do poema de Paul Éluard. De Lili Boulanger, Soir sur la plaine completa o programa.

Veja mais detalhes no Roteiro do Site CONCERTO


Leia também

Notícias Theatro Municipal de São Paulo encena ‘Tristão e Isolda’, de Wagner
Notícias Montagem da ópera 'Auto da Catingueira' chega a São Paulo
Notícias Prêmio Citi está com inscrições abertas até 26 de julho
Crítica Uma outra moral para ‘Don Pasquale, por João Luiz Sampaio
Crítica Sem tensão não há movimento, por Ana Cursino Guariglia
Opinião Henze, 100 anos: um compositor absolutamente antenado com seu tempo, por João Marcos Coelho


Maíra Ferreira [Divulgação]
Maíra Ferreira [Divulgação]

 

Curtir

Comentários

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da Revista CONCERTO.

É preciso estar logado para comentar. Clique aqui para fazer seu login gratuito.