Termo com o Instituto Arlindo Ruggeri assegura apoio financeiro e atividades do conjunto histórico
A Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH) terá suas atividades garantidas até o fim de 2026 graças à assinatura de um novo Termo de Parceria entre a Prefeitura de Novo Hamburgo e o Instituto Arlindo Ruggeri, entidade responsável por sua gestão. O acordo, formalizado no dia 19 de janeiro, prevê apoio financeiro e administrativo para a manutenção da orquestra ao longo do próximo período. O valor global do repasse é de quase R$ 1 milhão, a ser distribuído em parcelas mensais durante o ano.
Em março do ano passado, a Prefeitura havia anunciado o corte integral das verbas da orquestra alegando problemas financeiros (leia mais aqui). A retomada do apoio é auspiciosa e foi comemorada pelo meio musical.
Para o prefeito Gustavo Finck, a parceria reafirma o papel da orquestra na vida cultural da cidade. “Sabemos a importância e a relevância da Orquestra para Novo Hamburgo. Estamos muito contentes por conseguirmos retomar esta parceria de forma plena”, afirmou em notícia publicada no portal da prefeitura (clique aqui para ler)
O secretário de Cultura e Turismo, Angelo Reinheimer, destacou que o acordo vai além do aspecto financeiro. Segundo ele, a OSNH representa um símbolo da identidade local: “Manter sua atuação é preservar memória, formação cultural e acesso da comunidade à música”. O diretor artístico do conjunto, Gustavo Müller, também celebrou a retomada do apoio e disse que a orquestra já se prepara para a nova temporada, com início previsto para março.
Já o maestro Linus Lerner, natural de Novo Hamburgo, que é regente titular da OSNH e diretor do FeMusiK, agradeceu à Secretaria de Cultura e à Prefeitura de Novo Hamburgo e afirmou que a retomada do apoio assegura não apenas a continuidade de uma das orquestras mais antigas do país, mas também a preservação de um projeto artístico sólido, construído ao longo de décadas com excelência, dedicação e responsabilidade cultural. “Trata-se de um passo fundamental para garantir estabilidade, planejamento e qualidade artística a uma instituição que é referência no cenário musical brasileiro”, destacou. Além disso, disse que a decisão “reafirma a integração entre gestão cultural e criação artística, estendendo-se naturalmente ao Festival Internacional de Música – FeMusiK, que chega à sua segunda edição oficial como espaço de formação, intercâmbio e projeção internacional”.
Criada em 1952, a partir da antiga Banda Municipal, sob a regência do maestro Arlindo Ruggeri, a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo é um dos conjuntos orquestrais mais antigos do Rio Grande do Sul. Tombada como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do município desde 2008, o conjunto conta atualmente com 32 músicos, distribuídos entre os naipes de madeiras, metais, palhetas, contrabaixo e percussão.
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