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Comentários
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Isolda muito boa, a serviçal…
Isolda muito boa, a serviçal também, mas a produção foi muito pobre. Sem cenário nenhum. O "jardim idílico" parecia uma catacumba. Aquele final com "Und" de um mau gosto estético extremo. Mas a ópera é excelente
Há noites em que a ópera…
Há noites em que a ópera ultrapassa os limites do palco e se transforma em uma experiência verdadeiramente transcendente. A estreia de Tristan und Isolde no TMSP foi, para mim, um triunfo em todos os sentidos.
A concepção cênica do genial Allex Aguilera é marcada por uma beleza arrebatadora e por uma profunda dimensão de transcendência, encontrando uma linguagem visual capaz de traduzir a atmosfera metafísica, a paixão e o abismo interior da obra de Wagner.
No elenco estelar, Simon O’Neill impressiona pela potência vocal e pela intensidade de seu Tristan. Annemarie Kremer oferece uma Isolde de voz poderosa e interpretação visceral, de uma entrega dramática absolutamente magnética. Luísa Francesconi é uma Brangäne perfeita: musical, expressiva e de presença cênica extraordinária.
Leonardo Neiva constrói um Kurwenal sensacional, com enorme força e humanidade, enquanto Hernán Iturralde entrega um Rei Marke potente, preciso e profundamente comovente.
À frente da Orquestra Sinfônica Municipal, a regência de Roberto Minczuk conduziu a obra com grande vigor e dramaticidade, permitindo que a extraordinária arquitetura musical de Wagner se expandisse em toda a sua força.
Uma noite de beleza, paixão, música e transcendência. Um verdadeiro triunfo!