Pré-estreia da ópera 'Chica da Silva' ocorre em Belo Horizonte

por Redação CONCERTO 10/09/2026

No sábado, 12, a ópera Chica da Silva, de Guilherme Bernstein, tem pré-estreia em Diamantina, antes de iniciar temporada no Palácio das Artes de Belo Horizonte. A direção cênica é de Juliana Santos e a regência e direção musical são de André Brant.

Chica da Silva é uma figura marcante na memória sobre o Brasil colonial. Negra e escravizada, teve sua alforria comprada pelo negociador de diamantes português João Fernandes. Apesar da proibição de casamentos inter-raciais na época, os dois mantiveram um relacionamento, marcado pelo nascimento de 13 filhos. Ao longo da história, a paerosnagem se tornou protagonista na música na literautra e nas novelas. 

Cláudia Malta, diretora-geral do espetáculo, idealizou uma leitura mais realista e crítica da trama. “Tentamos usar a gramática da ópera para incorporar não apenas o factual provável, mas também as narrativas que atravessam essa história e dialogam com questões centrais da cultura brasileira, como gênero, raça e escravidão”, comenta.

A cultura brasileira também está estampada na música, assinada por Guilherme Bernstein. A composição mistura influências da música contemporânea do século XX e da música popular brasileira, mas evita o patriotismo exagerado. Além disso, o romance entre os protagonistas é atravessado por canções tradicionais, com destaque para o vissungo, nome dado às cantigas dos quilombos de Minas Gerais.

A estreia ocorre no dia 19 e as apresentações seguem até 23 de setembro. A soprano Marly Montoni interpreta papel-título e o tenor Evandro Stenzowski, o de João Fernandes.

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Marly Montoni [Divulgação]
Marly Montoni [Divulgação]

 

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