O projeto Terça Lírica, em Porto Alegre, vai apresentar seis espetáculos em 2025, incluindo obras marcantes do repertório e a estreia de uma ópera do compositor gaúcho Arthur de Faria, Selvageria, criada a partir das primeiras cartas escritas por uma mulher, a inglesa Miss Jemima Kindersley, sobre o Brasil, em 1764.
O projeto é idealizado pelo Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul, com curadoria de Flávio Leite e participação dos cantores da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (Cors).
“É uma temporada muito rica e muito vasta, que serve como experiência para os jovens cantores da Cors e para o público em geral, com acesso a obras que, normalmente, não são apresentadas nas grandes temporadas”, destaca Leite, presidente da Cors.
A temporada começa em abril, no dia 8, com La cambiale di matrimonio, de Rossini, obra de 1810 centrada em um casamento arranjado, amantes secretos e a luta para alcançar felicidade e dinheiro. A concepção e a direção cênica são de Áurea Baptista e a direção musical é do pianista Patrick Menuzzi.
Em junho, será apresentada A Hand of Bridge, ópera em um ato de Samuel Barber e libreto de Giancarlo Menotti sobre dois casais infelizes que se reúnem para um jogo. No mês seguinte, a atração é Così fan tutte, de Mozart, a terceira e última escrita em parceria com o libretista Lorenzo Da Ponte.
Romeo e Julieta, adaptação feita por Gounod da peça de Shakespeare, será apresentada em setembro. A estreia mundial de Selvageria é a atração de novembro. E, em dezembro, o encerramento da temporada se dá com Amahl and the Night Visitors, encomendada pela NBC a Gian Carlo Menotti e inspirada em uma pintura de Hieronymus Bosch, Adoração dos Magos.
A Terça Lírica ocorre gratuitamente uma vez por mês, sempre às 19h, no Auditório Osvaldo Stefanello do Memorial do Judiciário RS.
![Espetáculo da temporada 2024 da série Terça Lírica [Divulgação/Vitória Proença]](/sites/default/files/inline-images/w-TER%C3%87A%20L%C3%8DRICA%20-%20Foto%20Vit%C3%B3ria%20Proen%C3%A7a1.jpeg)
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