Retrospectiva 2025: Guilherme Mannis, diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe
A Temporada 2025 de concertos da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) consolidou um diálogo cada vez mais próximo com o público do estado, em constante crescimento. Neste ano em que a orquestra completou 40 anos de existência, o grupo retomou a sua temporada artística com importantes convidados nacionais, com instigantes repertórios, concebendo ainda variados formatos de apresentação para alcançar múltiplos perfis. Essa aproximação não ocorreu apenas nos palcos tradicionais, mas também por meio de ações educativas, realização de master classes, além do desenvolvimento de diversos projetos de popularização do acesso à cultura.
Um dos pilares dessa nova fase foi um forte projeto de interiorização, que levou a Orsse a diversas cidades do interior do estado. Essas apresentações descentralizadas garantiram que comunidades distantes dos grandes centros culturais tivessem a oportunidade de vivenciar performances de alta qualidade, estimulando a formação de novos ouvintes e o contato com a música sinfônica, independentemente da distância em relação a grandes centros. Cada concerto fora da capital consistiu em um evento de valorização artística e de pertencimento, aproximando os cidadãos sergipanos de seu patrimônio musical.
A expansão das atividades, contudo, exige um investimento contínuo na formação de público. É fundamental que mais pessoas conheçam, compreendam e se sintam parte do universo sinfônico. Para isso, torna-se indispensável o incremento das ações de publicidade e comunicação. Uma presença mais forte nas redes sociais, campanhas educativas, parcerias com escolas e universidades e maior visibilidade na mídia tradicional poderão potencializar o alcance da orquestra, consolidando a produção da Orsse em temporadas vindouras. Apoio, boa vontade política e união entre a classe orquestral são peças-chave para o alcance de bons resultados futuros. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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