Na quinta-feira, 1º, Dima Slobodeniouk, regente titular da Ópera e Balé Nacional da Finlândia, rege o primeiro programa da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo em outubro, com o violinista Roman Simovic.
Spalla da Orquestra Sinfônica de Londres, Simovic já se apresentou com a Osesp em sua mais recente turnê europeia. E, desta vez, toca o Concerto para violino nº 1 de Shostakovich. O programa inclui ainda Tombeau II – homenagem a Pierre Boulez, de Olga Neuwirth, e a Sinfonia nº 4, 'Inextinguível', de Carl Nielsen.
Nos dias 8, 9 e 10, o solista das apresentações da Osesp é o violonista Fabio Zanon, que comemora 60 anos em 2026 com concertos com as principais orquestras do país. Ele interpreta duas obras do japonês Toru Takemitsu: To the edge of dream (À beira do sonho) e Vers, l’arc-en-ciel, Palma (Versos, arco-íris, Palma), esta última inspirada na obra do artista Joan Miró.
A orquestra continua a explorar o universo onírico com Sonho lúcido, de Noriko Baba, outro compositor nipônico incluído no programa. Jac Van Steen, que no ano passado esteve com a Osesp para interpretar o ciclo Minha pátria, de Smetana, é o regente convidado da semana e comanda o grupo ainda na Sinfonia nº 6, de Dvořák. A obra fecha o programa com uma combinação entre a cultura popular tcheca e a tradição sinfônica germânica.
Nos dias 15, 16 e 17, a Osesp celebra o cantor e compositor Djavan, um dos grandes nomes da música popular brasileira. A Orquestra e o homenageado executam canções célebres de seu repertório: Álibi, Água, Dor e prata, Capim, Esquinas, Nobreza, Alumbramento, Maçã, Oceano, Retrato da vida, Sim ou não e Cigano. A regência é de Wagner Polistchuk e André Mehmari assina como diretor musical e pianista da apresentação.
Nos dias 22, 23 e 24, o diretor musical Thierry Fischer retorna a São Paulo para fechar o ciclo das sinfonias de Mendelssohn. A orquestra toca As hébridas (A Gruta de Fingal) e a Sinfonia nº 3. O concerto marca também a estreia brasileira de Alturas, concerto latino-americano para violão e orquestra, de Daniel Freiberg. A obra foi coencomendada pela Osesp e pela Sinfônica de Castilla y León ao compositor Daniel Freiberg.
Freiberg já recebeu indicações para o Grammy, o Grammy Latino e o Emmy. Suas obras transitam entre o erudito e o popular, em linguagem que flerta com o jazz e com a música latino-americana. É o caso de Alturas, que terá como solista o violonista Rafael Aguirre, vencedor do Concurso Tárrega em 2007.
Já nos dias 29, 30 e 31, o programa é dedicado a compositores espanhóis. O pianista Kirill Gerstein faz a estreia americana do Concerto para piano, de Francisco Coll, encomenda da Osesp ao lado das sinfônicas de Boston, de Melbourne, de Castilla y León e da Rádio Bávara. A obra foi estreada em Munique com regência de Simon Rattle em março deste ano e foi definida por um crítico alemão como “uma contribuição substanciosa ao repertório para piano e orquestra, que chegou para ficar”. Na segunda parte, a Osesp apresenta as suítes nº 1 e nº 2 de El sombrero de tres picos, de De Falla.
A programação da Fundação Osesp inclui também apresentação, no dia 11, do Coro da Osesp e do Coro Infantil da Osesp na Estação Motiva Cultural, com obras de Osvaldo Lacerda, Claudio Santoro, Cacilda Borges, Dinorá de Carvalho, Matos Rocha, Aylton Escobar, Carlos Pinto Fonseca e João Guilherme Ripper.
O Coro Acadêmico da Osesp, por sua vez, canta no dia 17, na Sala São Paulo, sob regência de Leonardo Labrada, obras de Boulanger, Mahler, Juliana Ripke, Haydn e Monteverdi, entre outros. Por fim, no dia 28, o Coro Juvenil da Osesp interpreta programa latino-americano sob regência de Elisséia Duarte, no Auditório do Masp.
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