Na quinta-feira, 14, na sexta-feira, 15 e no sábado, 16, a Osesp recebe o pianista Pierre-Laurent Aimard na Sala São Paulo. Regidos por Thierry Fischer, orquestra e solista tocam o Concerto para piano nº 11 de Haydn e Pássaros exóticos, de Messiaen.
O concerto abre com Oiseaux exotiques, pássaros exóticos, de Messiaen. Composta entre 1955 e 1956, a peça utiliza os instrumentos da orquestra para reproduzir cantos de pássaros da Ásia e da América, combinados a ritmos gregos e hindus. O estudo das aves acompanhou o compositor desde sua juventude, mas foi apenas sistematizado e incorporado à sua obra a partir da Segunda Guerra Mundial. Messiaen reunia e selecionava os melhores trechos de transcrições dos cantos de diferentes pássaros da mesma espécie, buscando reuni-los em suas composições.
O pianista convidado, Pierre-Laurent Aimard, é próximo da obra de Messiaen. Nascido em 1957, o pianista foi aluno da pianista Yvone Loriod, esposa do compositor francês, que também passou a orientá-lo. Em 1973, venceu a Competição internacional Olivier Messiaen. Ao longo de sua carreira, o pianista manteve proximidade com a música contemporânea e trabalhou com compositores como Pierre Boulez e György Ligeti.
Em seguida, orquestra e solista tocam Concerto para piano em ré maior de Haydn. A peça foi o último concerto do compositor austríaco e, à época de sua publicação, foi designada tanto ao cravo quanto ao pianoforte, precursor do piano. A obra, ao apresentar diálogos equilibrados entre o solista e a orquestra, revela referências ao estilo de Mozart, aluno e amigo próximo de Hadyn.
Un surire, Um sorriso, de Messiaen também faz parte do repertório das apresentações. Estreada em 1991, a obra homenageia o bicentenário da morte de Mozart e seu título celebra a alegria que se manteve na obra do compositor austríaco, apesar das dificuldades enfrentadas por ele ao longo da vida. A peça se organiza a partir se dois temas contrastantes: o primeiro, em que predominam as cordas e o oboé, e o segundo, em que o destaque vai para os sopros, o xilofone o xilofone-marimba.
A Sinfonia nº 5 de Mendelssohn encerra o concerto.
Veja mais detalhes no Roteiro do Site CONCERTO
Leia também
Notícias Instituto Baccarelli vai gerir o Theatro Municipal de São Paulo. O que acontece agora?, por João Luiz Sampaio
Notícias Compositora Gabriela Lena Frank vence Prêmio Pulitzer de música
Notícias Revista CONCERTO recebe prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte
Notícias Ópera ‘Candinho’, de João Guilherme Ripper, será apresentada em Lisboa
Notícias Marcelo Bratke apresenta concerto multimídia dedicado a Villa-Lobos em Londres
Crítica Lindos filhotes do projeto Música do Brasil, por João Marcos Coelho
Entrevista O inesperado está sempre à espreita, por Ana Cursino Guariglia
É preciso estar logado para comentar. Clique aqui para fazer seu login gratuito.

Comentários
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da Revista CONCERTO.