Entre os dias 21 e 25 de julho, ocorre a Conferência da World Association for Symphonic Bands and Ensembles, no Rio de Janeiro. A edição sediada no Brasil reúne bandas sinfônicas, orquestras de sopros, maestros e professores de diferentes partes do mundo, em uma programação com concertos, palestras, workshops e competições.
Organizada a cada dois anos, cada edição do evento ocorre em um país diferente. A edição de 2026 conta com concertos nas maiores salas de concerto da cidade do Rio de Janeiro, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala Cecília Meireles e o Salão Leopoldo Miguez, na UFRJ.
A abertura do evento acontece na segunda-feira, 20. No Teatro Feso, a Sinfônica de Sopros da Universidade do Novo México se apresenta sob a regência de Emily Moss. O grupo busca capacitar músicos para carreiras profissionais e já encomendou cerca de 50 obras para a formação. O conjunto executa obras de Paul Dooley, Bach, David Biedenbender, Gershwin, Ginastera e Henry Fillmore, e conta com a presença do violinista brasileiro Carmelo de los Santos.
Outro destaque é a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro, que toca na Sala Cecília Meireles. Fundada em 2002, a banda faz parte das atividades culturais do Exército e já recebeu os prêmios “Melhor Projeto de Música Erudita” e o “Prêmio Especial de Cultura”, ambos da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Sob regência de Eduardo Pereira e com o clarinetista Thiago Tavares, a orquestra executa A queda do céu, de Liduíno Pitombeira. Obras de Gilson Silva, Gilson Santos e Juliana Ripke também estão no programa.
Para o maestro Marcelo Jardim, presidente executivo do Comitê Organizador Local da Wasbe 2026, a cultura das bandas é forte no Brasil, apesar da falta de incentivo público. “A banda continua tendo esse papel de mecanismo de entrada de muitos alunos que vão aprender música. Ela continua sendo um conservatório do povo brasileiro, como dizia Villa-Lobos”, comenta em entrevista à edição de julho da Revista CONCERTO [clique aqui; Acesso exclusivo para assinantes]. Jardim também destaca que a realização da conferência no Brasil pode motivar políticas públicas que apoiem bandas sinfônicas no país.
Uma das novidades da edição brasileira é o Primeiro Concurso Internacional de Regência de Bandas da Wasbe. Entre 49 candidatos de 21 países, seis regentes avançam para a final e, entre eles, o brasileiro Felipe Biesek de Novaes. Na última fase, que ocorre na sexta-feira, 24, na Sala Cecília Meireles, os finalistas regem a Orquestra Filarmônica de Sopros de Mannheimer.
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