Gioconda Bordon: muito a mostrar

por Redação CONCERTO 07/01/2026

Retrospectiva 2025: Gioconda Bordon, presidente da Cultura Artística 

Em 2025, chamou a atenção a grande oferta musical da cidade de São Paulo. Osesp, a temporada de óperas do Theatro Municipal, o Teatro Cultura Artística: a programação ofereceu um cardápio muito substancioso. No Cultura Artística, destaco as apresentações da Mahler Chamber Orchestra com Yuja Wang, em um programa duplo, o Les Arts Florissants, com The Fairy Queen, de Purcell, e a mezzo soprano Elina Garanca, além do primeiro ano com uma série completa de música brasileira e jazz, que teve grande aceitação do público desde o início, com José Miguel Wisnik e Alaíde Costa, em uma apresentação marcada por refinamento e sutileza. Samara Joy, por sua vez, nos mostrou sua voz impressionante.  

Outro momento lindo do ano foi o concerto do Coro de Câmara da Estônia, pela Tucca, impecável na escolha de repertório e na execução. O ciclo Tchaikovsky da Osesp também foi importante. São sinfonias tocadas com regularidade, mas que, apresentadas em sua totalidade, permitiram um contato intenso com a obra do compositor, e isso ajuda a formar público. Foi um dos pontos altos do ano, assim como a disposição da Osesp de levar ao palco de maneira tão impactante uma obra importante como Wozzeck, de Alban Berg. Ao mesmo tempo, faz parte da pujança da nossa oferta musical, como no caso do Cultura Artística e da Estação Motiva Cultural, a proposta de abertura para a diversidade de repertório. Foi um ano em que a cena musical de São Paulo teve muito a mostrar. 

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Gioconda Bordon [Divulgação]
Gioconda Bordon [Divulgação]

 

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