Ricardo Castro: consolidação e abertura

por Redação CONCERTO 06/01/2026

Retrospectiva 2025: Ricardo Castro, diretor-geral do Neojiba  

2025 foi um ano intenso, de consolidação e de abertura. Um ano em que a música voltou a ocupar, com clareza, o seu lugar como ferramenta de formação humana, de diálogo entre culturas e de responsabilidade coletiva. Em meio a um mundo instável, seguimos apostando no tempo longo: o da educação, do trabalho cotidiano e da construção de projetos que não se esgotam no imediato. 

A nona turnê internacional do Neojiba foi um marco importante desse percurso. Mais do que uma sequência de concertos, ela representou a maturidade de um modelo construído ao longo de anos, capaz de levar jovens músicos da Bahia aos grandes palcos internacionais sem que percam o vínculo com sua origem, seus valores e seu compromisso social. Cada apresentação reafirmou que excelência artística e impacto social não apenas coexistem, como se fortalecem mutuamente. 

2025 também foi um ano de novos começos. Em Angola, demos os primeiros passos de um projeto que olha para o futuro com ambição e respeito: a formação de uma estrutura orquestral que nasce do encontro entre saberes locais e experiências internacionais. Ali, mais do que implantar uma orquestra, plantamos a ideia de que a prática musical coletiva de excelência pode ser um eixo estruturante de educação, cidadania e perspectiva de vida para a comunidade. 

Novas travessias já se desenham, novos diálogos se anunciam, inclusive com culturas que carregam milênios de história e escuta. A música segue adiante, como sempre seguiu: criando pontes, formando pessoas e nos lembrando de que pensar o futuro é, antes de tudo, um exercício de responsabilidade no presente. 

Para 2026, desejo profundidade, rigor e generosidade. Que saibamos seguir construindo para as futuras gerações, sem jamais perder de vista a realidade social que nos convoca e nos orienta. 

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Ricardo Castro [Divulgação]
Ricardo Castro [Divulgação]

 

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