Retrospectiva 2025: João Marcos Coelho, jornalista e crítico musical, colaborador do jornal O Estado de S.Paulo, colunista do site e da Revista CONCERTO e apresentador da Rádio Cultura FM
Um ano muito positivo, que ampliou consideravelmente a oferta de concertos. Muito pela primeira temporada, eclética e inovadora, da Sociedade de Cultura Artística. Outro tanto pela também inclusiva e corajosa temporada da Tucca.
A Osesp tem aperfeiçoado muito suas temporadas, graças ao seu maestro e diretor artístico Thierry Fischer. Muitas palmas para a Semana Alban Berg: pela primeira vez uma orquestra promoveu não só concertos, mas inovou ao incorporar uma ópera e promover conversas com especialistas sobre o compositor. Isso sim é que é dar à música mais próxima do nosso tempo, que mesmo relativamente sacralizada permanece como patinho feio. Que outras semanas aconteçam em 2026. Também merece aplausos a primeira temporada de música inclusiva da Estação Motiva. Uma sugestão: no seu centenário de nascimento em 2026, Hans Werner Henze merece ser melhor conhecido por aqui.
O Theatro Municipal de São Paulo marcou um golaço com Porgy and Bess, numa montagem antenadíssima com a realidade brasileira – outro fato raro por aqui. Aliás, na mesma linha, é preciso citar também a ópera Marielle, estreada em Brasília, de Jorge Antunes, guerreiro da música contemporânea que jamais abdica de mergulhar na dura realidade brasileira.
O ano termina com o mais importante fato musical de 2025: a abertura do Teatro Baccarelli em Heliópolis. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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