Grupo dirigido por Emiliano Patarra passará por cinco palcos, incluindo a Sala São Paulo
A Orquestra Filarmônica do Senai-SP, sob direção do maestro Emiliano Patarra, vai apresentar múltiplos programas em 2026, passando por cinco diferentes palcos, em uma temporada que foi batiza de Mosaico.
“Cada momento de cada concerto é único. A orquestra reunida no palco, uma melodia que desperta a atenção, o gesto inesperado do instrumentista, a expressão no rosto do artista. Nesta era da música facilmente gravada e eternizada nas redes de streaming, da arte editada e da inteligência artificial, que tem seu lugar e sua riqueza, convidamos nosso público a celebrar o encontro de cada espetáculo ao vivo, com tudo o que isso traz de arriscado e efêmero. Cada programa aqui desenhado é o ladrilho de um grande mosaico. Cada linguagem se soma na experiência que estamos concebendo para o percurso deste ano e que oferecemos a quem se dispuser a estar conosco”, diz Patarra.
A estreia será no próximo dia 21 de fevereiro, no Teatro Gamaro, com programa dedicado à música russa e que tem como destaque a Sinfonia nº 4 de Tchaikovsky. Nos compromissos seguintes, o grupo se apresenta nos dias 30 de março (no Teatro Laura Abrahão) e 2 de abril (na Estação Motiva Cultural) para fazer a estreia mundial de Song of the Universal – A Terceira Margem (...o vôo do pássaro azul), de Sergio Molina, com o Quaternaglia e o pianista James Dick, e toca o Idílio de Siegfried, de Wagner. A regência será de Patarra.
Também em abril, e com Patarra, o grupo toca na Sala São Paulo com a pianista Karin Fernandes, que será a solista no Concerto para piano nº 2 de Saint-Saëns, em um programa que tem ainda Ruínas, rastros e restos de adágio, de Mateus Bitondi, e Canção de um herói, de Dvorák. No dia 30 de maio, a orquestra vai ao Teatro Polytheama, em Jundiaí, onde faz espetáculo com alguns dos principais trechos do musical My Fair Lady, com a participação da soprano Lina Mendes e do barítono Santiago Villalba.
Os quatro programas seguintes acontecem no Teatro Gamaro, localizado no bairro da Mooca. Em junho, a atração é o programa com o Concerto para clarinete de Finzi, com Daniel Oliveira,como solista, e Schicksalslied e Gesang der Parzen, de Brahms, com o Coral a tempo. No mês seguinte, serão apresentadas obras de Bach, Händel e Zelenka, com o Coro Osvaldo Lacerda e o contratenor Bruno Costa. Regência de Patarra.
Agosto traz Fabio Zanon como maestro convidado, regendo um programa com a Sinfonia renana, de Schumann, e A morte de Cleópatra, de Berlioz, com Tati Helene como solista. E, em outubro, Claudio Cruz será o solista na Fantasia escocesa de Bruch, sob regência de Patarra, que comanda o grupo ainda nos Prelúdios, de Liszt.
Também em outubro, o grupo adentra o universo do choro e faz uma homenagem a Armando Neves, no Teatro Laura Abrahão, mesmo palco em que se dará, em dezembro, o encerramento do ano, com a estreia mundial do Auto de Natal, de Y. Popoff, com o Grupo Vocal Canto Ma Non Presto. Antes, porém, em novembro, a filarmônica retorna a Jundiaí para apresentar Carmina burana, com Thayana Roverso Cleyton Pulzi, Vinícius Atique, Madrigal Vivace, Collegium Musicum de São Paulo, Coral Vozes Paulistanas Mestres Cantores de São Paulo, Meninos Cantores de Jundiaí e Canarinhos da Terra.
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