Um concerto no dia 14, com regência do maestro Thiago Santos e tendo como solista o fagotista João Luiz Maciel, com a Ciranda das sete notas, de Heitor Villa-Lobos, marca a abertura da temporada da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, que em 2024 completa cem anos. A programação do ano foi pensada para festejar o centenário da orquestra e será realizada em palcos como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala Cecília Meireles e o Salão Leopoldo Miguéz, na UFRJ.
Ainda no primeiro semestre, Daniel Guedes rege, em abril, um programa que terá como destaque o Poema para violino e orquestra de Chausson, tendo como solista Mateus Soares, aluno do curso de graduação da Escola de Música e um dos vencedores do Concurso Jovens Instrumentistas para a temporada de 2024.
Em maio, André Cardoso comanda a sinfônica em programa com a Sinfonia nº 1 de Brahms e o Concertino para flauta da compositora francesa Cécile Chaminade, cujo solista será João Marcos Moreira, outro aluno de graduação selecionado no concurso.
Em junho, um dos grandes destaques da programação: a encenação da ópera Il Néo, do compositor brasileiro Henrique Oswald, fora dos palcos desde 1954. A produção será baseada na edição realizada pelo maestro Pedro Messias em seu mestrado na UFRJ. Ele também assina a direção musical; a direção cênica fica a cargo de José Henrique Moreira.
Julho terá o tradicional concerto da série Brasiliana, da Academia Brasileira de Música, com obras de Sérgio de Vasconcellos-Corrêa, Paulo Costa Lima, Guilherme Bauer e Villa-Lobos. Também no mês de julho, no dia 25, uma homenagem a Bruckner, pelos seus 200 anos. A primeira parte foi batizada de “Na Viena do jovem Bruckner” e, na segunda parte, será ouvida a Missa em Dó, “Windhaag”, do compositor.
Em agosto, um concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro terá a estreia mundial de Boitatá, de Pedro Lutterbach, obra vencedora do Concurso de Composição dos 100 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2020; e de Serrana, de Ernani Aguiar. A regência é de André Cardoso.
Em seguida, em setembro, Roberto Duarte assume o grupo para outro destaque da temporada: a ópera Candinho, de João Guilherme Ripper, que será encenada durante o Festival de Ópera do Theatro Municipal. No mesmo mês, no dia 25, data do primeiro concerto da orquestra em 1924, uma apresentação vai marcar a abertura de uma exposição sobre a trajetória da orquestra, no foyer do Salão Leopoldo Miguéz.
A música contemporânea será destaque da apresentação do primeiro concerto de outubro, durante o Panorama da Música Brasileira Atual, promovido pela Escola de Música da UFRJ desde 1978. No mesmo mês, na Igreja de São Francisco da Paula, no Rio de Janeiro, e na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis, será apresentado o Réquiem de Mozart, com regência de Marco Aurélio Lischt e a participação do Coral dos Canarinhos de Petrópolis.
Finalizando a temporada, em novembro, Felipe Prazeres vai reger Sheherazade, de Rimsky-Korsakov. A celebração do centenário inclui ainda o lançamento de um livro e de um documentário sobra a história da orquestra.
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![Orquestra Sinfônica da UFRJ [Divulgação]](/sites/default/files/inline-images/w-Sinfonica-ufrj.jpg)
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